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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Granadilha (2)


Já aqui tinha falado da granadilha (Passiflora linguaris, Juss), a nova chamada tem a ver com o facto de finalmente ter desenvolvido fruto, ou seja, até aqui só dava flor, que caía, e nunca desenvolvia o fruto.

A novidade, pode ter diversas razões, o Outono quente, uma poda mais severa, ou ao desenvolvimento de outros maracujás perto dela.



Mas como dizia o meu avô:

Só podemos dizer que a colheita do trigo foi boa, quando estivermos a comer o pão

temos que esperar que o Inverno permita que os frutos vinguem.

sábado, 17 de novembro de 2007

Papaia



A papaia, Carica papaya L., também conhecida por mamão, embora possa atingir 5 metros de altura, não é uma árvore é uma “erva gigante”, da ordem das Brassicales, a mesma ordem das nossas couves portuguesas.

O seu tronco é oco e a lenhificação do tronco só ocorre exteriormente numa camada fina da casca. Cresce muito rápidamente e tem uma vida curta.

Aproveita-se quase tudo desta planta, fruto sementes, folhas e raízes.

Um dos compostos mais utilizados extraídos desta planta é a papaina, que além de constar em muitos cremes de beleza é injectado em animais para abater, para amaciar a carne. Esta utilização, no modo artesanal, em Africa, consiste em enrolar a carne no frigorífico (quando o há) em folhas desta planta.

Se notarem nos tags, este post está incluído nos insucessos. Significa que nunca comi um fruto numa árvore plantada por mim.

A fotografia da papaieira que estão a ver é num terreno abandonado junto ao laboratório onde trabalho, um terreno antigo com os restos de obras que com a ajuda do jardineiro que leva para lá os corte de relva e caruma do pinheiro e o homem da máquina de café automática que vai deitando as borras de café, vai evoluindo em nutrientes.

Tem uma vantagem significativa, está virado a Sul e com os outros 4 pontos cardeais protegidos por um edifício de 4 pisos. Uma situação ideal para ter plantas tropicais. Este é um dos terrenos em que vou colocando os “restos” (excesso de plantas) do meu quintal.

As irmãs desta papaieira, na minha casa, apanharam uma espécie de fungo e perderam-se todas. Aqui vão com esta força, têm dois anos, já passaram um Inverno, o último que não foi muito frio.


Em tentativas anteriores a esta série, com as papaias, tem acontecido vários acidentes.

Metrológicos.

A geada pode queimar as folhas, se for muito persistente queima também o caule que é oco e a planta não tem recuperação.

O vento, se for muito forte, apanha o caule frágil e parte a árvore, como o caule é oco, dificilmente volta a rebentar.

Seca, em férias tempo quente e seco, principalmente no primeiro ano, pode secar a planta.

Outro tipo de acidente, existem a planta macho e a fêmea (em algumas espécies a folha da planta macho é mais rendilhada que a da fêmea). A planta que dá fruta é a planta fêmea, a macho só dá um cacho de flores.

Estive cinco anos em África e lá no quintal dos meus pais, várias vezes tentei plantar papaias, nasceram sempre e em grande número….sempre machos.

Entretanto a estrela das fotografias continua com flores e frutos vingados, falta a maturação, o que, nesta altura do ano, não acredito muito

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Graviola




Mais uma vítima do frio, a graviola, Annonna muricata L..

Neste ponto, da germinação já tinha falhado duas vezes com esta espécie. Desta vez fiz uma mistura em parte iguais de areia, turfa e terra argilosa com um pouco de estrume de cavalo bem curtido, o vaso esteve sempre à sombra. Germinaram bem, mas só em finais de Maio, ou seja com tempo quente.

Esta espécie não é de maneira nenhuma indicada para o nosso clima, é uma planta típica de clima tropical húmido.
O meu interesse nesta planta é tentar a enxertia na A. cherimola, que se dá bem no nosso clima, na tentativa de mlhorar os frutos, já que o
fruto esta anona tem em média três quilos, chegando a ser referidos frutos com 7 kg. É referido também, que o sabor não é tão bom como na A. cherimola, embora nunca tenha provado este fruto.
O meu lado optimista diz que os pequenos troncos ainda não estão completamente secos e a temperatura mínima começou a subir.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Massala ou Maboque

Já me perguntaram porque é que o frio não ataca as minhas plantas. Não é bem assim, tenho muitos fracassos pelo meio.
No caso da fotografia acima , é o estado em que está parte da sementeira do maboque . Pensei que poderia sobreviver cá, mas foi a primeira tentativa (é o meu lado optimista).

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Banana (2)

Já tive muitas desilusões até chegar à fotografia do post anterior.
A primeira foi uma doença que me dava nos cachos iniciais em que as bananas ficavam com metade polpa, metade cortiça, parece que se chama "charuto da banana", e acontecia mais numa variedade chamada banana pão. Tive que limpar o terreno dessa bananeira e queimar raízes para ver se o fungo ou bactéria que a provocava desaparecia.

A melhor solução foi ter optado pela banana da Madeira, mas nos primeiros pés, quando aparecia a flor com o cacho o peso era tanto que o cacho caía e partia a planta antes de estar minimamente formado. Ou seja quando aparece o cacho é preciso arranjar um apoio para segurar o cacho, senão com o peso parte a bananeira.

Outro problema, Invernos em que apareciam geadas muito cedo e as bananeiras ficavam completamente queimadas, sem os cachos atingirem a maturação necessária.

Um processo para ajudar o desenvolvimento da bananeira é quando o tempo começa a aquecer, se sofreu muito com o Inverno, e não se desenvolve bem, deve-se fazer o que em África se designa por “capar” a bananeira, que consiste em cortá-la a um palmo do chão para começar a desenvolver com força, já fiz a experiência com duas, uma “capei-a” e a irmã ao lado não, e a que foi capada desenvolveu-se muito mais depressa.

sábado, 21 de outubro de 2006

Insucesso (1)

Pois é o melhor que consegui com as melancias, já vai no terceiro ano, desde sementes a pequenas plantas compradas, foi isto, do tamanho de uma caixa de fósforo.
Se alguém souber o segredo para incrementar o tamanho destas marotas agradeço.