Mostrar mensagens com a etiqueta Gastronomia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gastronomia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Está na hora de os apanhar


Está na altura de apanhar os orégãos, mais uns dias de sol forte e começam a ficar queimados, as sépalas a passar do verde-claro para castanho e perde-se uma grande parte do aroma. 

O termo Origanum vem dos gregos, de oros e ganos, que significa a alegria das montanhas.

Existem duas espécies que se distinguem pelo habitat em que vivem
O Origanum. virens  ( ou Origanum vulgare L. subsp. virens (Hoffmanns. & Link) Bonnier & Layens)  cresce em sítios secos e áridos, margens de campos cultivados e sebes. A flor é sempre branca. Classifico este como sendo o que é espontâneo em Portugal.


O Origanum vulgare cresce em sítios frescos, margens de ribeiros e de campos cultivados. Normalmente é a espécie que é comercializada podendo a flor ser branca, vermelho purpurascente e rosada, ou matizes entre estes tons. As plantas do O. Vulgare podem apresentar acentuada variabilidade morfológica, sobretudo na inflorescência, devido à origem diversa das plantas adquiridas no comércio. Existem também já vários cultivares (1) desta espécie,
clinkle leaf- folhas douradas e encaracoladas e aromáticas,
variegatum – folhas verdes levemente aromáticas e manchadas de dourado,
aureum – folhas ligeiramente aromáticas, que se enrugam à luz directa do sol, ~
compact  pink flowered – folhas verdes escuras de aroma forte e penetrante, fascículos compactos, cor de rosa escuros.

A composição química de cada uma das espécies é muito próxima e parece não depender tanto da variedade em si, mas sim da constituição do solo em que crescem.
Será talvez um dos melhores anti-sépticos naturais conhecidos, devido ao elevado teor em timol e carvacrol (em seco). Utiliza-se como expetorante, no tratamento de problemas respiratórios, como asma ou bronquite. Em infusão pode combater a tosse, dores de cabeça de origem nervosa e irritabilidade, tendo também propriedades antiespamódicas e digestivas.(2)


A sua aplicação como erva aromática é variada, a começar pelo gaspacho Alentejano a acabar nas pizzas em Itália… mas demos a voz ao Pantagruel (3):
[…] Empregado em demasia, é áspero, quase contundente, mas, na devida conta, empresta um arejado e um simpático sabor a campo a tudo em que colabora. Em peixes cozidos – no último instante, à saída do lume – põe o toque mágico exacto. Em marinadas e vinha-d’alhos, sobe muitos pontos por conta própria. No molho de tomate, se não houver manjericão, é imprescindível. Em certas mocelas, consegue prodígios. Uma leve pitada em mariscos ou em cabrito para assar revela supressas escondidas. […]
(1)    Guia Prático das Plantas aromáticas – Lesley Bremness – Circulo dos Leitores -1993  
(2)  Natureza Gastronomia e Lazer – Plantas silvestres alimentares e ervas aromáticas condimentares - Maria Manuel Varagão (coord.) – Edições colibri.
(3) O Livro do Pantagruel – Bertha Rosa  Limpo, Jorge Brum Canto, Maria Manuela Limpo Caetano, 56ª edição,

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Nêsperas


As nespereiras [Eriobothrya japónica(Thunb.) Lindl.] estão atrasadas este ano mas parecem prometer. 
Tirei esta receita da Internet (peço desculpa, perdi a referência) e acabo sempre por nunca a  fazer, a nêspera não parece à partida um fruto para doces.
Este ano vou tentar, também provei um  licor de caroços de nêspera muito bom,

Mousse de nêsperas

Ingredientes

250 g de Nêsperas
4 folhas de gelatina
2 dl de Água
150 g de Açúcar
1/2 limão
2 Gemas
1 colher de sopa de Brandy
1 dl de Natas batidas


1 - Lave as nêsperas retire-lhes os caroços e a pele.

2 - Amoleça a gelatina em água fria.

3 - Leve ao lume metade da água, 100 g de açúcar, as nêsperas e uma casquinha de limão.
Deixe ferver durante 1 minuto.
Retire e reduza a puré.

4 - À parte, misture as gemas com o restante açúcar, o sumo do limão e o resto da água quente.

5 - Bata até o creme ficar liso e homogéneo.

6 - Aqueça levemente o brandy e dissolva nele a gelatina escorrida.
Adicione-o depois ao preparado das gemas.
Envolva este com o creme de nêsperas inicial e quando estiver quase frio, incorpore delicadamente as natas batidas.

7 - Distribua por taças de sobremesa.
Decore e sirva frio.