Amador ...que ou o que ama ...que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não profissional ...que ou aquele que ainda não domina a actividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Mãos de Buda
Citrino, variedade do Citrus medica L., originário do Norte da Índia, que apresenta entre cinco a vinte dedos.
Quase que não tem polpa, a qual tem um aroa mais forte que o limão normal.
O Nome vulgar da espécie Citrus medica é cidra ou cidrão, embora a variedade mais comum seja um na forma de limão alongado com a casca mais rugosa.
Devido ao eu aroma forte é muito utilizado na culinária
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Laranja do Loje
Quando aparece um nome novo
ou uma variedade nova de fruta, a minha curiosidade desperta, Há muito tempo
que as laranjas de Loje me intrigavam (canção de Fausto que musicava um poema
de Viriato da Cruz ). Esta crónica tirou-me as dúvidas.
[…]e dando calor ao sumo das mangas.
sua pele macia - era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo,
cheirando a rosas
tão rijo e tão doce - como o maboque...
Seu seios laranjas - laranjas do
Loge
seus dentes... - marfim...[…]
Mandei-lhe uma carta
Viriato da Cruz -No reino de
Caliban II
Antologia panorâmica de poesia africana de expressão portuguesa
Antologia panorâmica de poesia africana de expressão portuguesa
Cantado por Fausto
DN Noticias Magazine [Publicado originalmente na edição
de 13 de novembro de 2016]
Começo
a ter idade que me faz lembrar agradecimentos que nunca dei. À laranja, por
exemplo e evidentemente. Primeiro, foi-me um pregão: «Laraaaanja, doce!»
Passava na minha rua à cabeça da quitandeira. Esta, chamada pela minha mãe,
desenrolava da cintura o primeiro dos panos, o que lhe permitia dobrar-se,
pousava o cesto – as mais pobres, o alguidar com o esmalte a desaparecer – e
punha de lado o lenço em rodilha que amortecia o peso da fruta. «Dois
angolares», anunciava, sem dizer a quantidade, a discussão era para depois. As
minhas laranjas eram sempre amarelas, douradas.
As
laranjas eram do Loge. Cheguei a pensar serem duma fazenda centenária, a norte
de Luanda, na curva do rio Loge, ao chegar a Ambriz, na costa. O meu pai, por
razões que esqueci, num dia levou-me de camião mais longe do que os cem
quilómetros habituais das excursões de cacimbo, nas férias. O Bedford passou
Quicabo, uma rua do faroeste, onde tudo, da bomba de gasolina à pensão, era de
um compadre transmontano, e continuámos até um rio. Na outra margem vi
sobrados, com telhados de quatro águas e janelas debruadas a azul-cobalto: «A
Fazenda do Loge», apontou o meu pai. Ficou o lugar das laranjas, embora não
tenha visto nenhuma. E devia: elas amadurecem no tempo frio, no cacimbo.
Mais
tarde soube que afinal elas vinham do colonato do Loge, num vale do interior,
tão longe do Ambriz como Luanda. No colonato havia brancos pobres e negros mais
pobres. Estes eram tocoístas, uma igreja cristã que em 1950 fora expulsa da
capital do Congo, Leopoldville. Esperavam pelo messias e faziam lenços brancos
bordados em ponto cruz. Nos fins da década de 1950, cultivavam as minhas
laranjas e deviam ser felizes. Na internet, ainda há uma «Maria José», branca,
que pergunta ao mundo «lembram-se de mim?» e há uma tocoísta que fala dos
lenços brancos. Não sei se se conheceram. As aldeias desapareceram em 1961,
quando começou a guerra. E os laranjais também.
Os
portugueses conhecem, pela voz de Sérgio Godinho, uma das mais belas canções de
amor na nossa língua: «(…) seus seios laranja/ laranja do Loge/ eu mandei-lhe
essa carta/ e ela disse que não…» É sobre o namoro de um poeta da minha terra,
Viriato da Cruz, que foi morrer à China. As melhores aguarelas de quitandeiras
são de um pintor da minha terra, Albano Neves e Sousa, que foi morrer a
Salvador da Bahia. Nada que as minhas laranjas desconheçam, o viajar.
A
minha mãe trazia as laranjas para a sala, para o centro de mesa, como flores.
Na parede, sobre o frigidaire (não ponham maiúscula, era uma coisa, imperial e
branca) havia a pintura A Última Ceia. Só mais tarde soube que não era o
original, de Da Vinci, era uma cópia porque havia laranjas à mesa, frente a
Jesus, Pedro e Filipe – sempre pensei que este se levantara para apanhar uma.
Mas não, Filipe protestava por Jesus ter dito que nessa noite alguém o iria
trair. E, em todo o caso, no tempo de Jesus ainda não havia laranjas em
Jerusalém.
As
minhas laranjas são pequenas, casca fina e dulcíssimas. Não são Valência, como
as da Florida que fazem sumo em pacote, nem Navel, como as dos supermercados,
sem semente e com umbigo, como o nome indica em inglês. Não estou a dizer que
estas não são boas, estou a dizer que são outra coisa. As minhas têm sementes,
como devem ter os frutos sem laboratório, chamam-se do Loge e já não há. Trato
as que há homenageando as minhas. Mordo a laranja e descasco com os dedos – a
casca grossa não merece o trabalho de cinzelador com que o meu pai fazia uma
espiral sem quebrar.
Ah,
e ao comer chamo-lhe sempre baixinho – porque «do Loge» é muito íntimo –
«orange», porque em francês vem de ouro. Que raio de ideia chamarem laranja a
um fruto cor de laranja que é amarelo (ou, pelo menos, devia ser).
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Alfarrobeira
Nome comum : Alfarrobeira
Nome cientifico: Ceratonia siliqua
Família: Rutaceae
Origem: Bacia Mediterrânea
Utilização: Vagens na alimentação animal e humana. Usado como sucedâneo do chocolate. indústria farmacêutica,
Fotos:http://caliban.mpiz-koeln.mpg.de/~s
quarta-feira, 15 de maio de 2013
1 2 3 Citrinos
Da esquerda para a direita, Pomelo (Citrus maxima), laranja comum (Citrus sinensis) e Kumquat (Fortunella japonica).
1 - Encontrei este pomelo, 1,6 kg, numa mercearia chinesa, estava bem embalado e arrisquei, nunca tinha provado.
À cor amarela nde um citrino associo a sensação de acidez, não é o caso, o fruto tem casca grossa (esqueci-me de o fotografar aberto) os gomos são quase brancos e a sua estrutura é semelhante à da laranja, com uma diferença, existem pequenos sacos em cada gomo, no caso da laranja a sua pele é muito fina e ao abrir-se, do gomo escorre normalmente sumo, no caso do pomelo abre-se o gomo e não sai sumo e esses pequenos sacos, que neste caso são maiores conseguem-se individualizar, dando inicialmente uma sensação de secura, que passa, ao degustá-lo, ficando também na dúvida se isto é regra.
O sabor, nada ácido, lembra levemente o sabor da toranja, mas tem "uma personalidade própria".
As sementes sem simetria e disformes, vou tentar germiná-las...
2 - Uma laranja comprada num supermercado aparentando ser o que conheço como "laranja da baía", devido à concentração dos pequenos gomos junto da base.
3 - Produção própria, estou a ficar espantado como este citrino, é resistente e a quantidade de fruta produzida em relação ao tamanho da planta é grande (a altura máxima do Kumquat é cerca de 2 m).
Neste citrino a casca, é a parte mais doce, não sei se é por não ter esperado o suficiente, mas com a polpa tem vindo sempre ácida, mas comestível.
A essência das suas flores tem um padrão específico na perfumaria, não sei se é por isso ou por ser uma planta exótica, nenhuma bicharada o tem atacado, até ao momento.
1 - Encontrei este pomelo, 1,6 kg, numa mercearia chinesa, estava bem embalado e arrisquei, nunca tinha provado.
À cor amarela nde um citrino associo a sensação de acidez, não é o caso, o fruto tem casca grossa (esqueci-me de o fotografar aberto) os gomos são quase brancos e a sua estrutura é semelhante à da laranja, com uma diferença, existem pequenos sacos em cada gomo, no caso da laranja a sua pele é muito fina e ao abrir-se, do gomo escorre normalmente sumo, no caso do pomelo abre-se o gomo e não sai sumo e esses pequenos sacos, que neste caso são maiores conseguem-se individualizar, dando inicialmente uma sensação de secura, que passa, ao degustá-lo, ficando também na dúvida se isto é regra.
O sabor, nada ácido, lembra levemente o sabor da toranja, mas tem "uma personalidade própria".
As sementes sem simetria e disformes, vou tentar germiná-las...
2 - Uma laranja comprada num supermercado aparentando ser o que conheço como "laranja da baía", devido à concentração dos pequenos gomos junto da base.
3 - Produção própria, estou a ficar espantado como este citrino, é resistente e a quantidade de fruta produzida em relação ao tamanho da planta é grande (a altura máxima do Kumquat é cerca de 2 m).
Neste citrino a casca, é a parte mais doce, não sei se é por não ter esperado o suficiente, mas com a polpa tem vindo sempre ácida, mas comestível.
A essência das suas flores tem um padrão específico na perfumaria, não sei se é por isso ou por ser uma planta exótica, nenhuma bicharada o tem atacado, até ao momento.
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Arruda (6)

A arruda chegou ao Brasil pelas mãos dos portugueses, bastante cedo. E a sua fama propagou-se.
Conforme antigas crenças populares, havia partes do corpo consideradas mais vulneráveis à penetração dos malefícios e das doenças, tais como a boca, o nariz, os olhos e os ouvidos. Nesta gravura, de Jean Baptiste Debret, é possível observar uma vendedora de arruda e três mulheres a a tentar proteger-se com arruda. No seu livro pode-se ler
Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, Jean Baptiste Debret (1768-1848) republicado em 1989, Belo Horizonte, Itatiaia, 4 vols,
Arruda (5)
...e tambem põe exemplo, dizendo (Dioscorides), como nós [comemos] arruda, e pode ser que arruda se usáse mais nesse tempo que agora, por ser forte cheiro; e mais entonçes usariam da arruda medicinalmente, por ser contra a peste e contra o veneno; e tambem alguns praticos reçeitam salada feita de arruda e de outras cousas, no regimento da peste.
Fala de Garcia de Orta in Colóquio dos simples e drogas da India, volume II, pag. 7, Colóquio 26, "Do gengivre" Edição INCM
Fala de Garcia de Orta in Colóquio dos simples e drogas da India, volume II, pag. 7, Colóquio 26, "Do gengivre" Edição INCM
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Arruda (4)
OFÉLIA (À Rainha)
...Arruda para vós, para mim também alguma coisa - vamos chamar de erva da graça dos Domingos; ah, tem que usar a sua arruda de modo diferente. ..
Acto 4; cena3 HAMLET Shakespeare
terça-feira, 19 de setembro de 2006
Arruda (3)
Se consultarmos livros sobre plantas medicinais, verifica-se que aparecem diversas indicações para a utilização da arruda, tanto para uso interno ou uso externo, Alguns indicam-na como tóxica.
Nestes casos, tenho dois livros de referência, escritos por especialistas em Farmacognosia (especialidade das ciências farmacêuticas que estudam os fármacos retirados de produtos naturais).
1) Farmacognosia de Aloísio Fernandes Costa -3 volumes, cada um com cerca de 1000páginas, e é necessário algum conhecimento de Química para os entender na totalidade
2) Plantas e Produtos vegetais em Fitoterapia de A. Proença da Cunha, Alda P. da Silva e Odete R. Roque, Este, embora sendo um livro técnico, de leitura fácil.
São ambos editados pela Fundação Calouste Gulbenkian.
O que aparece sobre a arruda aqui
Em 1) fala da R. graveolens, como sendo a Arruda de França, e em Portugal cita como existentes a R. chalepensis e a R. montana (mas esta é a conhecida por arrudão e de folhas diferentes). A R. chalepensis distingue-se da R. graveolens por a primeira ter as pétalas de margem fimbriada (ainda tenho que ir ver o que é isto).
Em ambos os livros se faz referência à precaução que deve existir na utilização desta planta como erva medicinal e aromática, deve-se ter em atenção as doses, a utilizar infusão a segunda referência fala em concentrações abaixo de 1%.
É possível a planta causar dermatites durante a colheita por acção fototóxica (à exposição da luz).
Contém metilnonilcetona que acima da dose terapêutica pode ser abortiva (é um abortivo de uso popular mas muito perigoso devido à sua toxidade).
Nos usos Etnomédicos e médicos indicam:
Varizes e hemorroidal, Amenorreia, espasmos gastrinstestinais e como vermífugo, Externamente em inflamações orofaríngeas, odontalgias, em doenças de pele e doenças osteoarticulares.
Toda esta utilização com doses muito especificas, não é uma planta, pelo que li, para utilização regular e despreocupada.
Nestes casos, tenho dois livros de referência, escritos por especialistas em Farmacognosia (especialidade das ciências farmacêuticas que estudam os fármacos retirados de produtos naturais).
1) Farmacognosia de Aloísio Fernandes Costa -3 volumes, cada um com cerca de 1000páginas, e é necessário algum conhecimento de Química para os entender na totalidade
2) Plantas e Produtos vegetais em Fitoterapia de A. Proença da Cunha, Alda P. da Silva e Odete R. Roque, Este, embora sendo um livro técnico, de leitura fácil.
São ambos editados pela Fundação Calouste Gulbenkian.
O que aparece sobre a arruda aqui
Em 1) fala da R. graveolens, como sendo a Arruda de França, e em Portugal cita como existentes a R. chalepensis e a R. montana (mas esta é a conhecida por arrudão e de folhas diferentes). A R. chalepensis distingue-se da R. graveolens por a primeira ter as pétalas de margem fimbriada (ainda tenho que ir ver o que é isto).
Em ambos os livros se faz referência à precaução que deve existir na utilização desta planta como erva medicinal e aromática, deve-se ter em atenção as doses, a utilizar infusão a segunda referência fala em concentrações abaixo de 1%.
É possível a planta causar dermatites durante a colheita por acção fototóxica (à exposição da luz).
Contém metilnonilcetona que acima da dose terapêutica pode ser abortiva (é um abortivo de uso popular mas muito perigoso devido à sua toxidade).
Nos usos Etnomédicos e médicos indicam:
Varizes e hemorroidal, Amenorreia, espasmos gastrinstestinais e como vermífugo, Externamente em inflamações orofaríngeas, odontalgias, em doenças de pele e doenças osteoarticulares.
Toda esta utilização com doses muito especificas, não é uma planta, pelo que li, para utilização regular e despreocupada.
Arruda (3)
Conforme antigas crenças populares, havia partes do corpo consideradas mais vulneráveis à penetração dos malefícios e das doenças, tais como a boca, o nariz, os olhos e os ouvidos.
Nesta gravura, do século XIX, de Jean Baptiste Debret (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, 1989, Belo Horizonte, Itatiaia, 4 vols), é possível observar três negras a tentar proteger-se com arruda.
Nesta gravura, do século XIX, de Jean Baptiste Debret (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, 1989, Belo Horizonte, Itatiaia, 4 vols), é possível observar três negras a tentar proteger-se com arruda.
segunda-feira, 18 de setembro de 2006
Arruda (2)
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Arruda (1)
domingo, 27 de fevereiro de 2005
Sapote branco
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