domingo, 1 de novembro de 2015

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Numa altura em que é tentada a evadir-se para o cibermundo, a humanidade deve realizar um esforço cognitivo tão intenso como aquele que foi feito aquando da revolução neolítica ou da revolução industrial, para aprender a viver nos limites de um planeta solitário.
 

Pela primeira vez na sua história, já não se pode permitir corrigir os erros mais tarde.

Deve percorrer mentalmente o caminho inverso àquele que a Europa seguiu desde o século XVII e passar da ideia de um mundo infinito à de um universo fechado.

Este esforço não é impossível. Nem mesmo improvável, mas, mais simplesmente: não é certo!

Esta incerteza tornou-se o factor opressivo da história humana, no momento em que, pela primeira vez, ela joga o seu destino no futuro de uma civilização única.


Assim termina o livro “A prosperidade do vício” de Daniel Cohen.

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