terça-feira, 11 de julho de 2006

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Eu deixei há cinco anos de apostar em citrinos, e acabei por arrancar os que tinha por causa desta lagarta. Os produtos agroquímicos para a neutralizar eram demasiado fortes para o meu quintal, três semanas de intervalo de segurança, fora o que ficava lá.

Agora apareceu-me nas folhas de fambroesa, ainda não sei se é a mesma, mas vou tentar identificar. O tipo de percurso nas folha parece idêntico ao que aparecia nos citrinos.

Se for a mesma dos citrinos, trata-se da lagarta Mineira, Espécie:Phyllocnistis citrella, Família: Gracillaridae, Ordem: Lepidoptera, considerada praga - chave da cultura dos citrinos, foi assinalada pela primeira vez em Portugal, em Julho de 1994, próximo do Patacão (Algarve).

Apresenta quatro estados de desenvolvimento, ovo , larva, pupa, e adulto, dividindo-se o estado de larva em quatro instares, classificados como L1, L2, L3 e pré-pupa.

A luta biológica pode-se efectuar através da acção das espécies parasitóides autóctones, das quais foram já identificadas, na entomofauna regional as seguintes espécies: Pnigalio mediterraneus, Pnigalio sp., Cirrospilus pr. lyncus, C. pictus, C. vittatus e Sympiesis gregori. Estas espécies apesar de poderem exercer acção de parasitismo durante todo o ano, é segundo vários especialistas, nos períodos de Outono/Inverno que têm demonstrado uma maior actividade, contribuindo assim para a limitação natural das populações da praga.

Para já o melhor remédio é apanhar as folhas afectadas e queimá-las.

15 comentários:

Manuel Anastácio disse...

Mas são lagartas mesmo? Não vejo as folhas comidas, apenas se vêem os percursos... Creio que vá verifiquei isso em várias folhas de vide, mas nunca associei a uma lagarta.

zecadanau disse...

Queimadas... mas cuidado!
Aproveito para lhe deixar a morada da minha casa nova:
www.zecadanau.wordpress.com
Aquele @bração do
Zeca da Nau

Filipe disse...

São mesmo lagartas, minúsculas, mas andam dentro da folha, circulam no interior do limbo (?!).
Daí também o nome mineira por não andarem à superfície e escavarem túneis no interior da folha

Manuel Anastácio disse...

Interessante... Eis um assunto para desenvolver na Wikipédia.

contradicoes disse...

Não me atrevo a meter-me neste assunto
que ignoro por completo.

Filipe disse...

Manuel, por acaso procurei na Wikipedia e não encontrei nada

Manuel Anastácio disse...

Pois, a wikipédia ainda está longe de ter artigos decentes para tudo. Ainda estamos na fase de "escrever" mais que de "consultar"... Mas ultimamente tenho andado à volta com mirtáceas... E são tantas...

Ana Ramon disse...

Ao ler o teu blog e mais precisamente este sobre a lagarta que ataca estas folhas, lembrei-me da lagarta mineira que vivia dentro dos troncos das nogueiras e macieiras, levando algumas à morte, chamada Zeuzera Pyrina. Tentei também produtos de ataque mas que pensei serem devastadores para o ambiente e então socorri-me do combate biológico, colocando uns araminhos em cada uma das árvores que estão impregnados de um cheiro que leva a borboleta a uma grandecíssima confusão sexual, preferindo os araminhos às fêmeas convencionais. Julgo que este ano (o segundo em que aplico este sistema) tenho a praga muito reduzida. Não sei se conheces esse sistema mas se estiveres interessado poder-te-ei dar as informações que precisares.

ana ramon disse...

Ah.. esqueci-me de dizer que criei hoje o meu blog, influenciada pelo teu trabalho tão interessante
Felicidades

Anderson Porto disse...

Olá. Já testaste utilizar "sal" ? Com o que você aduba suas plantas?

Filipe disse...

Olá Anderson.desculpe só agora responder ao comentário
Pode explicar melhor o efeito do sal na lagarta mineira, é aplicado na folha?
Este ano na terra, coloquei esterco de pato misturado com serradura,mas bem curtido.

Anónimo disse...

Está ocorrendo o mesmo com várias das minhas plantas, principalmente nas folhas de petúnias. Alguém já encontrou alguma forma de combater este problema?
Moro no Rio de Janeiro, portanto lugar de clima bem diferente do de Portugal.
Grande abraço,

Roberto disse...

Apesar de por vezes, erradamente, se designar por lagarta mineira, na verdade trata-se de uma larva. Lagartas são o nome da fase larvar dos insectos Lepidópteros- as borboletas. Este trata-se de um Díptero - ex: moscas, se a memória não me falha. Assim a designação correcta é larva mineira das folhas.
O parasitismo por vezes resulta na perfeição, é a Natureza no seu curso natural. Para quem tem paciência, e não se importa com a desvalorização visual/ornamental momentânea não precisa, nem é conveniente, fazer tratamentos químicos. Quando a infestação é muito grande, ou não são admissíveis danos deste tipo nas folhas, ainda que temporários, podem recorrer a diversos produtos químicos, por ex: Corsário ou Confidor. Atenção sempre às recomendações dos rótulos e épocas de aplicação. No caso dos citrinos, e creio que este terá sido o seu caso, é preciso adicionar um adjuvante, o óleo de Verão, que auxilia o insecticida a penetrar na camada cerosa das folhas. Este aspecto é fundamental para a eficácia do tratamento.

Roberto disse...

Correcção do meu último post. Há pelo menos 2 tipos de mineiras das folhas: lagartas-lepidópteros-Phyllocnistis e outras espécies; e larvas-dípteros-Liriomyza e outras.
Um site excelente com imagens e descrições: http://www.leafmines.co.uk/html/species_list.htm

Clara Valentim disse...

ola, chama lagarta mineira e causa mt estrago!!! boa sorte!!