Sexta-feira, 23 de Junho de 2006

Artemisia annua










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É conhecida nos países anglo-saxónicos como Sweet Annie, originária da Ásia, e mais provavelmente da China onde é conhecida por qinghao. È mencionada no Chinese Handbook of Prescriptions for Emergency Treatments do ano 340 AC para o tratamento de febres.

Actualmente é considerada muito eficaz no combate à malária.

Referem vários autores que está aclimatizada em países como a Espanha e França, por cá em Portugal, nunca a vi, e gostava de saber se já alguém a viu.

O seu princípio activo, a artemisinina (referido formalmente como arteannuin e como qinghaosu na China) encontra-se principalmente nos tricomas existentes nas cavidades das folhas inflorescências, são uma espécie de glândulas de armazenamento. O composto referido, existe 4 a 11 vezes mais nos tricomas das inflorescências em relação aos das folhas Estas glândulas crescem e quando atingem a maturidade produzem uma descarga nos tecidos adjacentes e a artemisinina é recombinada com outros produtos. A recolha deve ser feita antes deste processo.

Há cerca de dez anos a Organização Mundial de Saúde recomendou que as terapias usadas nos países mais flagelados pela malária incluíssem a artemisinina.

Existe actualmente um fármaco derivado da Artemisia annua registado em África com o nome Paluther.


Existem algumas confusões, para mim , na classificação desta planta, principalmente o agrupamento, mas mais também por causa da classificação de outras artemisias.
Esta artemisia pertence à tribo Anthemideae das Asteroideae, uma sub-família das Asteraceae, da família das Compositae.
Várias abordagens taxionómicas têm subdividido o género Artemisia em várias secções sub genéricas; A. annua tem sido considerada na subsecção Absinthium (Hall and Clements 1923) ou numa subsecção combinada Artemisia (Absinthium + Abrotanum). (Poljakov 1961, Yeou-ruenn 1994).

3 comments:

Ivo Rodrigues disse...

Saudações alentejanas !!!

É sempre bom passar pelo teu blog para aprender mais e mais.

Já falas-te da Dedaleira, existe no nosso Portugal e é muito boa para o coração.

Continua com o bom trabalho ....

Haja saude !!!

Filipe disse...

Olá Ivo.
Ainda não falei da dedaleira, mas é uma planta com a qual se deve ter cuidado, pequenas doses, são muito tóxicas. As doses a utilizar devem ser orientadas por alguém, normalmente um homeopata. Utizada in natura pode provocar graves dissabores

locacinoca disse...

Há um pézinho no quintal de minha sogra, próximo a Lisboa. Está saudável e cheia de flores. Só não lhe ofereço uma muda por não ser minha.