quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Eau de plage

Os cientistas descobriram o complexo processo que origina o aroma da brisa marinha […] As algas, o plâncton e a vegetação marinha libertam uma substância chamada dimetilsulfoniopropionato, ou DMSP […] São as bactérias que consomem o DMSP e libertam um subproduto, o dimetilsulfureto ou DMS. É essa a fonte do famoso odor do mar […]
Decompondo-se à medida que é libertado fornece partículas em torno das quais as nuvens se condensam. Uma vez que as nuvens reflectem os raios solares da Terra, o DMS, afecta também a temperatura do planeta.
A. R. Williams in National Geographic

Meio a brincar, meio a sério: No protocolo de Quioto ainda não há quotas para o DMS, aproveitem

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Salva ananás

Esta fotografia mostra um pouco da confusão que por aqui vai.
A salvia ananás (Salvia elegans Vahl.) encontra-se em segundo plano na fotografia de cima, (em primeiro plano, desfocado a salva mexicana )
O nome vem do facto que as flores e as folhas emanam um cheiro a ananás.
Esta espécie é utilizada em chás e as flores usadas em saladas de fruta.
As flores mantêm-se até tarde e é um pequeno arbusto bastante resistente. Convêm ir podando para não ficar muito esgalhado.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Plantas tóxicas

Fiz um comentário no Dias com árvores em relação a uma planta do género Physalis. Dizia respeito à toxidade do fruto e fiz uma chamada de atenção. No post anterior foi a minha vez de ser chamado à atenção sobre o mesmo tema.
Se consultarmos a net sobre a toxidade de várias plantas, podemos não chegar a nenhuma conclusão lógica.
Creio que muitas vezes, por existir uma parte da planta que seja tóxica, toda a planta é assim considerada.
Um exemplo típico é o teixo (Taxus baccata), sempre pensei que o fruto era venenoso, até ver a descrição no site
Plants for a future em que relatam que a parte gelatinosa do fruto é comestível e que só a semente é que é venenosa.
Em qualquer referência escrita se encontra que o fruto do teixo é venenoso. Mesmo na discussão que é promovida no final do artigo aparecem opiniões diversas que se devem ter em conta.

Mas em termos de toxidade, existem vários graus.
Assim numa pesquisa da Internet, encontrei um site, que tem uma classificação em termos de perigosidade das plantas, é o
Centro de Venenos da Califórnia e coloca quatro classificações, a ver
1 - Toxidade máxima – Por ingestão - Pode provocar a morte ou uma doença graves
2 – Toxidade mínima – Por ingestão – Provoca distúrbios menos graves como diarreia e vómitos.
3 – Oxalatos – O sumo ou a resina destas plantas possuem cristais de oxalato. São cristais, em forma de agulha, muito finos que provocam mais danos físicos que químicos, dão origem a dores, da boca ao estômago
4 – Dermatoses – O sumo, a resina ou os espinhos, podem provocar irritações cutâneas.

Embora seja um site ligado a profissionais da saúde e a universidades, existem certas classificações no que respeita a plantas que não percebo.
O caso da
Physalis é considerada de grau 1 e sem referir a espécie, nem que parte da planta. Refere só Chinese lantern,Physalis spp, 1.
Penso que a classificação tem a ver com princípio da precaução, que neste campo deve existir sempre.
Gostei também deste
site , já que refere que parte da planta é tóxica
Devo voltar a este tema, mas para já a minha mea culpa de no post anterior não ter alertado para a toxidade, grau 2, excepto o fruto (à falta de melhor classificação).

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Ameixa do Natal

Ao contrário do que se possa pensar do nome, Natal aparece porque este fruto é da província Sul-africana do Natal.

Conhecida na língua local por Amantugula, (Carissa macrocarpa A. DC. syn. C. grandiflora A. DC.), é um arbusto usado para sebes, devido aos picos. Os seus frutos são comestíveis, com um sabor e uma textura diferentes, devem ficar bem em compotas, por serem muito carnudos.

O exemplar da fotografia encontra-se no jardim Garcia de Orta, no Parque das Nações em Lisboa.

Dois anos atrás caíram-me dois frutos no bolso, claro que cheguei a casa e semeei as sementes, germinaram bem, ainda não deram flor (branca, bonita).

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Uva japonesa

Conhecida como uva japonesa ou caju japonês, (Hovenia dulcis, Thunb, actualmente, já classificada como Aristolochia longiflora, Engelm. & Gray) é a árvore com o crescimento mais rápido que presenciei. A fotografia não ficou muito boa

Chega a atingir 25 metros de altura e é de folha caduca, Em vaso tem o seu crescimento limitado, tive-a num vaso durante 3 anos e pouco cresceu, tinha menos de 1 metro de altura, quando a coloquei na terra cresceu 3 metros no primeiro ano e deve estar nos 6 metros agora. Deve florescer para o ano.

Em relação ao nome, que sugere erradamenteuma trepadeira, deriva do facto do fruto ser um pequeno cacho de uvas. Só que as bagas, ou seja as uvas propriamente ditas, não se comem, come-se sim o pedúnculo do fruto que é carnoso e quando bem maduro, antes é adstringente é saboroso, os brasileiros chamam-lhe também pauzinho doce.

A baga pode ser usada para fazer compotas. A planta é estudada actualmente em medicina.