segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

 

Antes me afligia o não haver cidade, esquina com esquina, o ângulo reto dos caminhos. Agora onde lanço o olhar só quero ver o mato. Nada de relva, canteiros, ajardinados. Só quero é o arbusto espontâneo, a moita silvestre, a árvore que ninguém semeou, o chão que ninguém pode sujar nem pilhar.

In Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra

Mia Couto (2002)

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Dia Mundial das zonas húmidas


Lagoa de Óbidos, provavelmente, Maçarico-bique-bique (Tringa ochropus), agradeço correções.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

O Tojo e a Urze disse o Rapaz de Bronze são flores maravilhosas porque todas as flores são maravilhosas. Mas um Tojo e um Nardo são diferentes e é por isso que o mundo é tão bonito.” 

 Sophia de Mello Breyner ANDRESEN
 O Rapaz de Bronze 

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Satirião-menor

Comprei um terreno junto ao terreno do meu pai que não é cultivado há mais de 30 anos.
Depois da desmatação, vão surgindo algumas supresas.


Trata-se da Anacamptis pyramidalis (L.) Rich.] com o nome vulgar de orquídea piramidal ou satirião-menor. Encontra-se em floração agora.
Vou reservar a área, estive a fazer o recenseamento e estão 35 pés em flor.
Com os tubérculos desta orquídea, na Grécia e Turquia, faz-se uma bebida estilo café, o salep.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Uma Semana nos Rios Concord e Merrimack

Sinopse da editora ANTÌGONA:


Todos os homens estão parcialmente sepultados no túmulo do hábito, e de alguns vemos apenas a coroa da cabeça acima do solo. Melhor estão os que se encontram fisicamente mortos, pois apodrecem de uma forma mais viva.

Primeiro livro de Henry David Thoreau e obra inseparável de Walden ou a Vida nos Bosques, Uma Semana nos Rios Concord e Merrimack (1849) é o relato da viagem que Thoreau e o seu irmão, John, empreenderam em 1839 no barco que os dois construíram, Musketaquid (o nome índio do rio Concord). É também uma digressão no tempo (mais do que no espaço), um diálogo sinuoso entre um passado de abundância e um presente despojado, atrás das pessoas e paisagens que se foram, «arrastadas pela corrente», no alvorar da sociedade industrial e materialista. Este diário de bordo e grandioso ensaio sobre a amizade e o amor tempera a sublime solidão de Walden com salutares gotas da vida nos rios.
  • TÍTULO ORIGINAL A Week on the Concord and Merrimack Rivers
  • TRADUÇÃO Luís Leitão
  • INTRODUÇÃO H. Daniel Peck
  • ILUSTRAÇÃO DE CAPA E CONTRACAPA Carolina Celas
  • 1.ª EDIÇÃO 2018
  • Páginas 432
  • ISBN 978‑972‑608‑300-9

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

terça-feira, 6 de agosto de 2019

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A Prática da Natureza Selvagem 9


Qualquer pessoa pode usar uma oração de graças da sua própria tradção (e dar-lhe realmente sentido) - ou inventar uma nova. Fazer alguma espécie de agradecimento nunca é inapropiado, e pode ser acrescentado a discursos e proclamações. É um pequeno gesto simples, comum, antiquado, que nos conecta com todos os nossos antepassados.

In  A Prática da Natureza Selvagem  de Gary Snyder

quarta-feira, 31 de julho de 2019

A Prática da Natureza Selvagem 8


Há uma história em que o Coiote observa as folhas amarelas do álamo a rodopiarem levemente até ao chão no Outouno. Era tão bonito de ver que ele perguntou às folhas se também podia fazer o mesmo. Elas avisaram-no: "Coiote, tu és demasiado pesado e o teu corpo é feito de ossos, entranhas e músculos. Nós somos leves, pairamos no vento, mas tu irias cair e magoar-te." O Coiote não lhes quis dar ouvidos e insistiu em trepar um álamo, arrastar-se até à ponta de um ramo e atirar-se. Caiu e morreu. 
Há aqui um aviso: não tenhas demasiada pressa em "fundir-te com".

In  A Prática da Natureza Selvagem  de Gary Snyder

domingo, 14 de julho de 2019

A Prática da Natureza Selvagem 7


Enquanto templo, a natureza selvagem é apenas um começo.

In  A Prática da Natureza Selvagem  de Gary Snyder