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quarta-feira, 30 de março de 2016

Pimpinelas


Sanguisorba minor Scop. 1771 (?)

Tenho dúvidas nas classificações que apresento, ainda por cima como plantas da família das Rosaceae, podem criar híbridos entre elas.

O que me faz fazer esta classificação é o habitat, embora perto uma da outra a minor aparece no meio de brechas de rochas calcárias e a officinalis surge na parte do solo mais rico, com depósito de folhagem de sobreiros e carvalhos.
Para tirar as dúvidas, é melhor esperar pela floração...
O nome pimpinela não é o mais indicado talvez, para designar estas plantas como Pimpinela pequena (Sanguisorba minor Scop) e Pimpinela grande (Sanguisorba officinalis L.), o assunto já está bem tratado no Dias com Árvores.
Para aumentar a confusão o nome vulgar utilizado para a  S. officinalis (?), aqui na zona é Agrimónia.
Espero conseguir apanhar a floração, aí algumas dúvidas podem ser tiradas.


 
 Sanguisorba officinalis L (?)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Qual é a coisa qual é ela que tem cinco orelhas e um pé?



A resposta é: a Nêspera. 
Com esta resposta, não batia a bota com a perdigota.
A adivinha é antiga e a origem é o Algarve.

Julgo que não é a nêspera (Eriobothrya japónica(Thunb.) Lindl.) que aparece todos os anos no supermercado ou no nosso quintal… ou no quintal do vizinho.

É mais uma daquelas árvores da floresta mediterrânea que vai desaparecendo, da Família das Rosaceae, género Mespilus, onde existem variedades, a mais comum a Mespilus germânica, que não é ao parece originária da Alemanha mas que por lá se cultivou.

A minha surpresa foi encontrar esta espécie à venda no LIDL (origem alemã). Nos viveiros em Portugal ainda não tinha conseguido encontrar.
Pela folha, porque ainda tinha folhas quando a comprei parece ser do género Mespilus, não arrisco a espécie sem ver o fruto.

Em termos de sabor, o fruto não rivaliza com a nêspera comum, segundo as opiniões registadas na net.
Mas pelos Algarves deve ter sido comum... origem floresta mediterrânea.
As Fotografias que junto são da Wikpédia (mais uma vez obrigado) e observando o fruto dá para perceber a resposta à adivinha que inicia este post.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Em flor



Nespereira, Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.

Do Ciberdúvidas da Lingua Portuguesa

Nêspera e magnório são vocábulos sinó[ô]nimos da linguagem comum. Não correspondem a designações botânicas distintivas. A diferença está relacionada apenas com a história destes vocábulos.

Nêspera provém do vocábulo grego méspilos, que transitou para o latim culto como nespila, que devemos ler como /néspila/ e chegou ao latim vulgar como nespira/néspira/. Na língua portuguesa tomou forma a(c)tual.

Magnório deve ser proveniente do nome do botânico francês Magnol, que deu o nome de magnólia à árvore de onde provêm os magnólios ou magnórios.

Os dicionaristas consideram o magnório um regionalismo minhoto, e têm nêspera como o vocábulo comum ao resto do país.
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Nêsperas


As nespereiras [Eriobothrya japónica(Thunb.) Lindl.] estão atrasadas este ano mas parecem prometer. 
Tirei esta receita da Internet (peço desculpa, perdi a referência) e acabo sempre por nunca a  fazer, a nêspera não parece à partida um fruto para doces.
Este ano vou tentar, também provei um  licor de caroços de nêspera muito bom,

Mousse de nêsperas

Ingredientes

250 g de Nêsperas
4 folhas de gelatina
2 dl de Água
150 g de Açúcar
1/2 limão
2 Gemas
1 colher de sopa de Brandy
1 dl de Natas batidas


1 - Lave as nêsperas retire-lhes os caroços e a pele.

2 - Amoleça a gelatina em água fria.

3 - Leve ao lume metade da água, 100 g de açúcar, as nêsperas e uma casquinha de limão.
Deixe ferver durante 1 minuto.
Retire e reduza a puré.

4 - À parte, misture as gemas com o restante açúcar, o sumo do limão e o resto da água quente.

5 - Bata até o creme ficar liso e homogéneo.

6 - Aqueça levemente o brandy e dissolva nele a gelatina escorrida.
Adicione-o depois ao preparado das gemas.
Envolva este com o creme de nêsperas inicial e quando estiver quase frio, incorpore delicadamente as natas batidas.

7 - Distribua por taças de sobremesa.
Decore e sirva frio.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

A cerejeira



A cerejeira da Maria adiantou-se à Primavera, queria estar presente quando a árvore se encher de flores, queria receber os passarinhos que precisam dos seus braços para cantar.
As abelhinhas andavam numa azáfama a arrumar a casa, porque sabiam que a cerejeira da Maria estava a começar a rebentar e queriam fazer o melhor mel do ano.
As joaninhas também por lá andaram, a comer pequenos insectos para proteger as flores.
Um ratinho que morava no tronco do castanheiro comentou com a toupeira:
- Não faças buracos na terra junto das raízes da cerejeira, ela ainda é muito pequenina, temos que a tratar muito bem!...
Até o Tiago, nas suas arrumações, passou a respeitar aquele espaço, o espaço da mana, muito varrido, para receber as pétalas das flores.
A vizinha, ao ver todos aqueles cuidados, perguntou:
- Que se passa?
E logo apareceu a raposa, esperta, fina, um pouco metediça.
- Então não sabes?
Nasceu uma cerejeira!
- Uma cerejeira? – Perguntou o gaio.
E o melro que por ali andava repetiu: Uma cerejeira!...
- Boa novidade! Quer dizer que vamos ter cerejas!
A dona coruja ainda muito ensonada: é o que faz andar em noitadas… - atalhou logo: É uma “princesa da árvore de flores abertas” chama-se “Sakura”
O mocho muito senhor do seu nariz, com um ar muito doutoral, explicou:
Uma princesa desceu do céu e caiu sobre uma árvore que se cobriu de flores na Primavera a que os Japoneses chamam “Sakura” e que é o seu símbolo. Se guardarmos as flores conservadas em sal as pétalas transformam-se no chá, o “sakura-yu”, um chá muito especial que é servido em cerimónias como o casamento.
- Já cá faltava o doutor! Mas fique sabendo que eu também conhecia a “Sakura”, e já ouvi falar de “hanami” e piqueniques organizados na altura de contemplar as cerejeiras floridas.
Com a chegada da noite os animais foram indo para as suas casas, apenas ficaram por ali a coruja e o mocho, muito ocupados com as suas actividades nocturnas, e a cerejeira sentiu-se só e um pouco assustada com o grunhir do javali, mas olhou para o céu e logo se sentiu acompanhada por uma infinidade de estrelinhas muito brilhante. Uma delas tinha um brilho muito intenso e disse-lhe:
Princesa não tenhas medo! Eu sou a tua estrela, também fui menino e estou aqui para te proteger, eu serei sempre a tua guia…
E assim foi. Todos os anos a cerejeira crescia, cobria-se de flores, de cerejas, de folhas verdes, que no Outono ficavam vermelhas e amarelas, no Inverno caíam, uma a uma, para ficar mais leve durante o soninho do Inverno.
E foi sempre assim até que um dia a Maria trepou à árvore para apanhar cerejas vermelhas, carnudas, brilhantes, sedutoras, encantatórias e ouviu uma voz que lhe disse:
- Faz uns brincos de princesa com as minhas cerejas, e a Maria assim fez
- Olá avô! Estou linda?



segunda-feira, 2 de maio de 2011

As cerejas bem vindas


No sábado comemos as primeiras cerejas do ano. Eram da freguesia de Alcongosta, cujo nome dá quase tanto gosto de pronunciar como comer as cerejas que lá magicam.
Eram verdes, verdinhas e eram caras: dez euros o quilo. Comprámos, pacatamente, meio quilo, mas a receita rendeu-nos 50 cerejas gordas e luzidias a cinco cêntimos cada bochecha, já que cada cereja tem duas,que até às vezes são marcadas, como as bochechas do rabos.
Nunca tínhamos comido cerejas tão cedo. A senhora a quem comprámos avisou-nos que era um “bocadinho amargas” e que mais valia a pena esperarmos uns dias, até chegarem as cerejas de Resende, essoutra distinta freguesia do Fundão, que viriam mais doces e mais baratas.
“Pode provar”, consentiu como quem diz “quem te avisa teu amigo é”. Desafiei-a e puxei de uma delas. Que ácida e carnuda luxúria experimentei! Voltei ao século XIX – transportei-me. Os caroços eram verdes e as cerejas cantou a Maria João, sabiam a flor – à sakura japonesa – e a chuva. O sol e o açúcar já estavam apaixonados e já eram noivos, mas ainda não se tinham casado com cereja nenhuma. Que boas que eram estas cerejas ainda solteiras mas já prometidas, boas de pleno direito, perfeitas para quem gosta mais de presenças do que de esperanças.

Não são as cerejas doces, baratas, abundantes e deliciosas que aí vêm. São estas ácidas, caras, raras e deliciosas que aí andam agora que estão prestes a desaparecer. Ambas são, desigualmente, bem-vindas.
Miguel Esteves Cardoso - in Público (coluna diária - Ainda ontem) 2/5/2011

Miguel Esteves Cardoso, na minha opinião, é um colunista que às vezes escreve bem sobre coisas interessantes, às vezes estes períodos são curtos.
Desta vez gostei do texto mas integrou-me as cerejas verdes, amarelas sim, verdes nunca vi, serão mesmo apanhadas verdes e não passam desta cor ou é alguma tentativa de vender mais cedo a 10 euros o kilo?


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Azereiro

Esta árvore (ou arbusto?), Prunus lusitanica L. subsp. lusitanica., encontra-se na lista vermelha da IUCN , sendo considerada em perigo de extinção. Poucos se vêm em Portugal, embora seja uma árvore nativa, aparecendo muito menos do que merece em jardins e em parques. Também espalha o nome de Portugal por este mundo fora, em francês, Laurier du Portugal, em inglês, Portugal laurel.

A associação ao nome de louro, penso que tem a ver com a folhagem persistente e o tipo de brilho semelhante ao do loureiro. Pouco conhecida em Portugal, pouco se vê nos viveiristas mas usada como ornamental pelo mundo fora.

Antigamente era usada como cavalo para o enxerto de garfo em espécies do género prunus. O fruto é considerado comestível, mas só quando está completamente maduro. É muito apreciada pelos pássaros. Embora as suas congéneres do género prunus sejam de folha caduca esta espécie é de folha persistente. Tem um parente próximo que também se encontra na Red list da IUCN, o azereiro dos Açores, Prunus lusitanica L. subsp. azorica (Mouillef.)

Este é um aproveitamento dum post de um blog meu antigo, fui consultar a edição da Red list de 2010 e já não encontro referência ao azereiro.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Poda dos famboeseiras

Este fim-de-semana no intervalo das chuvas, decidi podar os framboeseiras (Rubus idaeus,L). Agradeço qualquer conselho e correcção, porque em termos de tratos culturais não tenho grande experiência com elas.
No primeiro ano que as plantei deram frutos em Junho, bastantes depois foram dando ao longo do Verão mas poucos e por fim no final do Verão voltaram a dar, é o que se chama uma variedade remontante.
Esta variedade não tem os picos muito afiados nem muito grandes, com cuidado consegue-se manusear. Propaga-se por rebentos novos que “invadem” a área circundante, e torna-se necessário fazer uma limpeza anual
Em termos de poda segui mais ou menos o conselho dos livros (Guia da Agricultura Biológica, Hortas e Pomares, Jean Paul Thorez, Livros de Vida Editores) que dizem:

Devem-se eliminar os ramos fracos e as partes onde já tenha decorrido a frutificação. A poda das variedades remontantes difere das podas das variedades não remontantes. Nas remontantes podar no Verão e no Inverno. Para obter um bom arejamento não deixar mais do que 12-15 ramos por m2.

No final, terra circundante toda pisada a ser necessário revolvê-la. Falta ainda tapar os pés com casca de pinho, que as fambroesas agradecem.
Ainda sobre as variedades remontantes, citando (Podar facilmente, Lewis Hill, Colecção Euroagro, edições Europa-América):
Só existe uma coisa mais saborosa que uma framboesa fresca na estação, é uma fambroesa fresca fora da estação.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Pilritos

Pilriteiro que dás pilritos
Porque não dás coisa boa?
Cada um dá o que tem
conforme a sua pessoa.
x
Pilriteiro, os teus pilritos
São por certo coisa boa.
Porque me dás o que tens
És melhor que uma pessoa.
x

Pilriteiro, de mil pilritos
que entre todas as cores
escolhes a mais clarinha
para pintar as flores.

Guardas o vermelho rubro
que nem sempre diz coisa boa
para os carrapitos de Outubro
que encantam qualquer pessoa.

x

Bem cantados meus pilritos
Vermelhinhos a brilhar
Se só vieres em Outubro
Podes não l'os encontrar
Ó minha linda menina
Vem agora quer'te ver
Ao solinho de Setembro
Meus pilritos vais colher

Saudades do Dias com Árvores
Pilrito- fruto do pilriteiro, também conhecido como Espinheiro Alvar- Crataegus monogyna (Jacq.)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O fruto da Rosa




Gostava de poder classificar esta roseira como Rosa Gallicanae, mas não tenho certeza nenhuma. Esta classificação vem só do facto de ser a roseira de origem europeia. Possíveis cruzamentos entre esta e a roseira silvestre, a Rosa Canina, L.,deu origem a muitos híbridos, de classificação muito difícil (para mim).


Normalmente comem-se pêssegos, alperces, ameixas mas em relação às rosas só se vê a flor, dificilmente alguém associa a roseira com o fruto que produz, embora sejam todos da mesma família.

O fruto da roseira é comestível, pode ser utilizado em doces, na elaboração de vinhos ou xaropes ou ser comido ao natural.

O fruto contém caroteno, o composto idêntico ao que se encontra na cenoura e além disso uma série de compostos como açúcares (dextrose), pectina, ácidos vegetais, tais como: os ácidos málico, cítrico e ascórbico (vitamina C) que só dão vantagem ao ser humano que os ingere.

Por hoje fica uma receita que espero, este ano, experimentar, doce de frutos de rosa.

Lave bem os frutos da rosa, especialmente se desde a floração usou insecticidas ou fungicidas. Cozinhe os frutos até eles se começarem a desfazer. Retire a água e o puré resultante passe por um passador ou pano de modo a retirar as partículas maiores como a casca e as sementes. Adicione açúcar e limão ao gosto.

Ferver a nova mistura durante 10 a 15 minutos. Despejar em quente em frascos de vidro, rodar os frascos de modo a esterilizar os vapores.