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terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Zero vegetativo

Uma das perguntas que me fazem em relação às minhas "experiências" com as plantas, é relacionada com o facto de muitas vezes certas culturas estarem relacionadas com o clima tropical e com condições diversas das de Portugal. Só que em zonas tropicais existem montanhas (os Andes na América do Sul são o exemplo mais ilustrativo) e vários tipos de ecossistemas diferentes.

Vou tentar nas plantas que falar, definir uma variável que tem a sua subjectividade, que é o zero vegetativo, ele indica a temperatura a partir da qual a planta não sobrevive.

A subjectividade desta variável prende-se, entre outras questões, com o seguinte:
- No caso de uma árvore, se já passou a "infância" ou não. Vou chamar de "infância" ao facto de uma árvore que nasceu por semente já apresentar casca lenhosa ou não no tronco, e chamo casca lenhosa, quando a árvore perder o tom verde no tronco até à bifurcação das folhas
- A temperatura correspondente ao zero vegetativo pode ter o período de um dia, ou seja uma geada que durante uma noite atingiu esse valor, ou a mesma temperatura ter que atingir durante vários dias o mesmo valor mínimo, para existir danos totais na planta.
- O zero vegetativo pode provocar a seca da parte aérea da planta, mas o sistema de raízes estar suficientemente desenvolvido ou não para poder desenvolver novos rebentos.
- A fonte de informação sobre estes valores, muitas vezes diverge, com a atenuante de serem de locais diferentes.



sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Porque é que tenho morangos em Novembro?


A primeira hipótese é esta, dados do Instituto de Meterologia.
Nesta época do ano devíamos ter cerca de 16ºC na temperatura da água do mar, neste momento temos 20ºC.
Aprendi hoje com um amigo meu que se dedica à pesca, normal e submarina, que a linha da máxima temperatura da água, que normalmente se situa na linha do equador, se está a deslocar para Norte, estando neste mês 600Km acima do que é habitual.
A questão prende-se com a famosa corrente do golfo. Esta corrente devia dividir-se em vários ramos na zona do equador, este ano pela observação das temperaturas da água do mar, em vez de uma divisão em ramos a linha do equador subiu paralelamente ao equador, está os tais 600Km acima.
Na figura do Instituto de Meteorologia, a linha a vermelho devia estar em cima de S. Tomé e Príncipe e está actualmente ao nível do sul de Marrocos, Mauritânia.
Este post é resultado de uma conversa, com alguém que conhece bem o mar, a consistência científica destas afirmações, vou continuar a procurar a sua validação.
Estava eu a falar dos meus morangos, e ele falou dos peixes que anda a pescar, conhece bem a zona de Sesimbra e dos Açores, e diz que as espécies de peixes que normalmente deviam estar nos Açores , estão perto da costa portuguesa (ouviram a notícia do tubarão frade?).

Em Novembro



Sei que a memória é muito traiçoeira, mas penso que não seja normal em Novembro, morangos e mangerico em flor.

sábado, 1 de outubro de 2005

Ventos

Embora considere esta lista muito completa, penso que localmente ainda existem muitos outros nomes para os ventos, se alguém souber do nome de algum diga

A origem dos ventos

...Zeus, deus dos céus e pai dos deuses, deu a superintendência dos ventos a Eólo, que vivia na ilha flutuante de Eólia juntamente com Aurora, sua mulher, e seus 6 filhos e 6 filhas casados entre si.
Quando Ulisses saiu da ilha, foi-lhe dado um odre que continha os "os ventos uivantes" podendo ser libertados consoante as necessidades. O sopro de Zéfiro foi então enviado para ajudar os barcos a afastarem-se e prosseguirem a sua odisseia. No entanto, a curiosidade e a ganância dos seus homens fez com que estes abrissem o odre, pensando conter riquezas, libertando assim os ventos e desencadeando uma tempestade na qual se afundariam, salvando-se apenas Ulisses...

E assim nasceram vários ventos

Alísios ou Alíseos - ventos regulares que durante o ano sopram regularmente de NE no hemisfério Norte e do SE no do Sul. A partir dos 30º vão diminuindo de intensidade em direcção ao Equador até se extinguirem formando aí a zona de calmarias equatoriais.

Aracati - nome que dão no Ceará a um vento forte que no verão sopra de nordeste.

Aura - brisa ligeira ou vento muito brando.

Austro - o vento do Sul.

Bora - vento seco e frio do NE que sopra na parte Norte do Adriático, sobretudo durante o Inverno.

Bóreas - o vento do Norte. (irmão de Notos e Zéfiro na mit. grega)

Brisa - nome que os pescadores do bacalhau davam ao vento fresco. Na costa sul da Madeira são os ventos do quadrante E ou de E a NE.

Camacheiro - vento que sopra em rajadas fortes de N ou NE na Madeira.

Carpinteiro da Costa - temível vento sueste que sopra na costa nordeste do Brasil

Chamsin - aportuguesamento de khamsin com que os árabes designam os ventos, carregados de areia finíssima, que sopram dos desertos nas próximidades do Mar Vermelho.

Ciclone - grandes massas de ar animadas de grande velocidade de rotação formadas nas zonas tropicais. No centro do ciclone existe uma zona de calmas. O sentido de rotação no hemisfério Norte é directo sendo retrógrado no hemisfério Sul. A sua trajectória é parabólica e na direcção de latitudes mais elevadas, pelo que nunca salta de hemisfério.

Furacão - vento repentino e impetuoso de origem ciclónica.

Garbino - vento que sopra de Sudoeste.

Garroa - nome dado ao vento fresco de Sudoeste na região de Setúbal. Os pescadores da região de Moçâmedes aplicam também o mesmo nome ao vento rijo também de Sudoeste.

Gravana - Vento fresco que sopra do sul ao sudoeste no Golfo da Guiné.

Greco ou Gregal - vento que sopra da Grécia ou do Nordeste.

Harmatão - vento muito quente e seco, o qual, de Dezembro a Fevereiro sopra do NE da costa ocidental da África.

Lariço - vento bonançoso que sopra na baía de Cascais.

Lestada - vento que sopra forte de Leste.

Levante - vento quente e seco que sopra de Leste no Mediterrâneo e se faz sentir no Algarve principalmente durante o Verão.

Maestro - vento do quadrante de Noroeste.

Mareiro - vento que sopra do mar para terra.

Mata-vacas - nome que nos Açores dão ao vento Nordeste.

Minuano - vento oeste frio do Sul do Brasil, que costuma soprar com violência depois da chuva, no inverno. Vem dos Andes e passa pela antiga zona dos índios Minuanos, de quem tomou o nome.

Mistral - vento seco e frio dos quadrantes do Norte que sopra no Sul de França. Faz-se sentir entre esta região, as Baleares e a Córsega.

Monção - vento periódico soprando por largo período de tempo nas regiões do Oceano Índico. A Monção de Verão sopra de SW de Abril a Outubro acompanhada de grandes chuvadas, sendo também conhecida por estação das chuvas. A mudança da direcção do vento, que passa a NE de Outubro a Abril, anuncia a Monção de Inverno.

Naulu - vento que sopra contrário ao vento Ukiukiu na ilha de Maui no Havai

Nortada - vento forte do Norte ou de direccções próximas, que sopra na costa portuguesa especialmente durante o Verão.

Notos - vento Sul. (irmão de Bóreas e Zéfiro na mit. grega).

Pampeiro - vento sudoeste violento que sopra na costa Brasileira e Argentina, acompanhado de chuvas, cuja duração pode ir de 6 a 26 horas.

Ponente ou Poente - vento de oeste.

Ponteiro - vento que sopra de proa.

Puelche - Ventos que atravessam a Patagónia argentina vindos do Atlântico que ao chegarem ao litoral chileno chocam com os ventos do Pacífico viram para Norte com rajadas geladas.

Rabanada - Rajada ou Pé de Vento.

Rafa - Rajada de Vento.

Rajada - vento que de quando em quando sopra com maior intensidade.

Refrega, Refega ou Rafega - vento forte de fraca duração, menos forte que a rajada.

Repiquete - salto de vento para outro rumo.

Salvante - vento favorável.

Samatra - temporal violento e normalmente de fraca duração que se levanta no estreito de Malaca vindo de Samatra.

Setentrião - vento que sopra do Norte.

Simum - vento ciclónico do Sahara que se faz sentir na parte oriental do Mediterrâneo, vindo de Sul a Sudoeste.

Siroco - vento quente, asfixiante e empoeirado de SE que sopra na região do Mediterrâneo, especialmente na Itália, Sicília, Malta e Grécia. Vindo do Norte de África, com origem no deserto do Sara, aparece durante a Primavera e Verão.

Suão ou Soão - vento quente e calmoso soprando entre leste e sueste.

Suestada - vento forte de Sudeste. Nome que dão a um temporal, geralmente pouco duradouro, na Terra-Nova.

Terral - vento que sopra de terra para o mar durante a noite até pouco depois do nascer do Sol.

Tornado - Tempestade ciclónica não excedendo em geral uma hora. Forma-se com mais frequência de meados de Maio a meados de Novembro na costa ocidental de África, entre o Trópico de Câncer e o Equador.

Tramontana - vento que sopra de Norte.

Travessão - vento que sopra de través.

Tufão - tempestade ciclónica no Mar da China, com grandes mares levantados por ventos de enorme violência. Formados geralmente na região das Carolinas e Marianas.

Ukiukiu - vento alíseo de Nordeste que sopra no Havai na ilha de Maui

Vara - Temporal de duração curta.

Vara do Coromandel - Vento fresco do quadrante leste que sopra no equinócio do Outouno na costa do Coromandel na Índia.

Vendaval - vento do Sul. Também um vento forte com pesados aguaceiros e mar alteroso.

"Vento Porão" - também conhecido por "Vento Auxiliar". A direcção e intensidade deste "vento" depende da direcção imprimida pelo leme à embarcação e da potência do motor instalado no porão...

Viração - Vento fraco que sopra do mar para terra depois do meio-dia até ao pôr-do-sol até cerca de 20 milhas da costa.

Xarouco - vento terral.

Zéfiro ou Zephyrus - vento suave e fresco de Oeste. (irmão de Bóreas e Notos na mit. grega)


Fonte ANC

sábado, 19 de março de 2005

Mau tempo

Passei o dia a ouvir falar do bom tempo que está. Ironia? Hiprocrisia? Desconhecimento ?

Viva a cidade, os alimentos vêm todos do supermercado!

Hoje, ontem, este Inverno tem estado mau tempo.Muito mau tempo.