Dados do IPMA
Fevereiro 2017
Amador ...que ou o que ama ...que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não profissional ...que ou aquele que ainda não domina a actividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente
quarta-feira, 15 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
Papoila (s)
A
nossa papoila comum ou papoula (Papaver
rhoeas L.) insiste em cada ano antecipar-se à data de floração, estipulada
nos antigos livros, devia florir entre Abril – Maio.
Na
literatura aparece com outros nomes, como papoila-das-searas, papoila-dos-cereais,
papoila-ordinária, papoila-vermelha, papoila-vermelha-dos-campos.
Além
dela outras papoilas são referenciadas, na literatura portuguesa e brasileira, como
tal, embora algumas sem parentesco próximo, comum.
papoila-da-califórnia
– globo de sol - Eschscholtzia californica,Cham.
papoila-das-praias
– papoila-pontuda -glaucia, Glaucium
flavum
papoila-de
duas-cores – rosa-louca, Hibiscus mutabilis
papoila-de-espinho
– papoila-do-méxico -papoila-espinhosa - cardo-santo, Argemone mexicana.
papoila-de-holanda
– dormideira-dos-jardins, Papaver nigrum.
papoila-do-são-francisco
– cânhamo-brasileiro, Hibiscus cannabinus.
papoila
pelada – Papaver somniferum.
(fonte
Dicionário Houaiss).
segunda-feira, 13 de março de 2017
Os poetas hipocritas
Frios hipócritas, não faleis dos deuses!
Vós sois tão razoáveis! não acreditais em Hélios,
Nem no Tonante e no Deus do Mar;
A Terra está morta, quem quer agradecer-lhe? ─
Confiança, Deuses! pois ornais a canção,
Inda que dos vossos nomes a alma já se foi,
E quando é precisa uma grande palavra,
Mãe Natureza! é em ti que se pensa.
Poemas, de Hölderlin, trad. Paulo Quintela, Relógio d’Água, 1991
sábado, 11 de março de 2017
Tubo de ensaio
A caminho de Otawa, de autocarro,
Propõem seus galhos hibernais ainda
À minha angústia já primaveril.
Com tão pouca matéria a fotossíntese,
Que oxigénio de amor espero eu delas,
Com que carbono as poderei amar?
Porque, enfim, eu morrendo dou-me aos bosques,
A tal selva de Dante é a dor da espécie,
E o mezzo dei camin aqui passar.
Só é estranho que fracos pensamentos
Eu verta nestes tubos de ensaiar:
Eu, que, por causa de Escherichia Coli,
Quase não sei (como se diz?) — meiar...
A Poesia é um louco laboratório,
E eu dispo a bata para não chorar.
(Os 3 últimos poemas in Poesias de Vitorino Nemésio, por Maria Madalena Gonçalves. Lisboa: Comunicação, 1983.)
sexta-feira, 10 de março de 2017
Folhado
A anunciar a Primavera, folhado, Viburnum tinus L.
O fruto é uma pequena drupa
carnuda, ovóide,
de cor azul-metálico brilhante primeiro, depois negro com 5 a 7 mm de
comprimento, coroado pelo cálice.
Frutifica no final do Verão
e durant o Outono. Os frutos permanecem na planta durante algum tempo; não são comestíveis.
Em tempos idos os seus frutos
eram usados como purgante. Quanto às folhas, muito amargas, em infusão eram
usadas como febrífugo (combate a febre).
Resistente à poluição
urbana.
Espontâneo em
climas mediterrânicos, tanto aceita os solos ácidos como básicos, com preferência
por solos ligeiros, frescos e ricos em húmus. Suporta um certo ensombramento em
galerias ribeirinhas e matas frescas e sombrias.
Possui um crescimento rápido em jovem, abrandando com a
idade. Atinge a maturidade por volta dos 10 anos e vive para além dos 40 anos.
Encontra-se normalmente em altitudes baixas, mas como tolera temperaturas negativas
(até -15°C), pode ocorrer até 1200
m.
Propaga-se por semente, por estaca, renova bem pelo cepo,
ou por mergulhia.É bastante tolerante à poda, regenerando rapidamente, mesmo dos ramos
velhos.
Endémico na Região Mediterrânea ocidental: Sul da Europa, Norte de África e Ilhas atlântica.
Em Portugal ocorre nas regiões sul, centro, vale do Douro e arquipélagos.
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