Frios hipócritas, não faleis dos deuses!
Vós sois tão razoáveis! não acreditais em Hélios,
Nem no Tonante e no Deus do Mar;
A Terra está morta, quem quer agradecer-lhe? ─
Confiança, Deuses! pois ornais a canção,
Inda que dos vossos nomes a alma já se foi,
E quando é precisa uma grande palavra,
Mãe Natureza! é em ti que se pensa.
Poemas, de Hölderlin, trad. Paulo Quintela, Relógio d’Água, 1991
Amador ...que ou o que ama ...que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não profissional ...que ou aquele que ainda não domina a actividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente
domingo, 5 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
A Arca de Noé das plantas tem uma versão digital
Já é considerado o maior herbário digital do mundo. O Projecto Arca de Noé está a ser desenvolvido pela Universidade Estatal de Moscovo Lomonosov, na Rússia, e já conta, até ao momento, com mais de 501 mil exemplares de plantas secas.
Tudo começou na Primavera de 2015, quando seis membros do herbário da Universidade Estatal de Moscovo e vários voluntários digitalizaram milhares de exemplares de plantas da Europa de Leste, da Sibéria, da Crimeia, do Cáucaso, da Mongólia ou dos países de África e do Sul da Ásia. Este arquivo online para plantas tornou-se o maior da Rússia, o maior entre as colecções das universidades em todo o mundo e o sexto dentro das colecções dos centros de ciência, também a nível mundial.
Todas as imagens digitalizadas têm alta resolução e são gratuitas. O objectivo é que as plantas sejam estudadas ao pormenor, por especialistas ou por pessoas apenas interessadas na flora da Terra. “O principal objectivo é salvar, estudar e tirar benefício da diversidade biológica do nosso planeta”, disse Piotr Kamenski, coordenador científico do projecto, em comunicado da universidade. “Por outras palavras, temos vindo a trabalhar num recurso digital, que junta uma quantidade alargada de informação sobre as colecções de biologia.”
Mas o Projecto Arca de Noé não fica por aqui, este é apenas o começo. O seu coordenador científico informa que continuarão sempre a ser adicionados mais exemplares à base de dados online. “O herbário digital da Universidade Estatal de Moscovo Lomonosov deu agora os primeiros passos, demonstrando claramente todas as suas vantagens e dando uma perspectiva global para a análise da diversidade biológica”, afirma Piotr Kamenski.
O herbário da Universidade Estatal de Moscovo Lomonosov (criada em 1755) é uma colecção de importância mundial, tendo sido mencionado pela primeira vez em 1780. Actualmente, o seu arquivo tem cerca de um milhão de exemplares. Mas está sempre a ser actualizado. Só nos últimos cinco anos foram descobertas 60 novas espécies de plantas e já foram incluídas no arquivo digital, ou melhor, na Arca de Noé digital das plantas. “O Projecto Arca de Noé é absolutamente único na Rússia e em todo o mundo”, sublinha Piotr Kamenski.
In Público 3/2/2017
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Floresta
E se na origem da palavra floresta não estivesse uma flor ou
mesmo uma árvore, mas sim um conceito de exclusão.
E assim é, floresta vem do latim, do adjetivo forestis, que deriva de foris, ou seja, fora, e começou-se a
chamar floresta à floresta por causa duma expressão latina, a silva forestis que se opunha à silva communalis sendo que silva corresponde a mata ou bosque forestis a fora ou exterior e communalis a comunitário.
A silva forestis
que deu origem a floresta era assim o bosque exterior, ou seja, o que estava
flora do uso comunitário e que apenas podia ser explorado pelo rei.
E esta mata não comunitária para uso exclusivo do rei, esta silva forestis, deu origem à palavra
floresta.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Memória futura
Plantações de 21 Janeiro 2017
1 Alfarrobeira
(Ceratonia síliqua L.).
1 Carvalho-de-Monchique
(Quercus canariensis Willd.)- a origem é uma bolota duma
árvore classificada como tal no Campus da FCUL, mas devido à grande variedade
de carvalhos existentes, pode surgir algum híbrido.
1 Azinheira
(Quercus ilex L.) bolota doce da zona de Alvito.
1 Melaleuca (Melaleuca armillaris, (Sol.
ex Gaertn.) Sm.)- Viveiros do Instituto Superior de Agronomia (ISA).
1 Pilriteiro (1 Pilriteiro (Crataegus
monogyna Jacq.), comprado em 2015 nos viveiros do ISAcomprado em 2015
nos viveiros do ISA
4
Tramargueira (Tamarix africana Poiret), por estacas de
árvores do ISEL.
2 Freixos de folha mais larga que o angustifolia,
não arrisco a classificação.
1 Ligustrum
vulgare L. , nasceu no quintal, semente trazida por algum pássaro,
só vendo a flor e fruto consigo confirmar a espécie.
1 Giesta
branca (Cytisus multiflorus (L'Hér.) Sweet), planta do viveiro SIGMETUM.
1 Teixo (Taxus bacata L.)
viveiro do ISA.
1 Pinheiro
manso (Pinus pinea L.) de semente de Ribamar.
1
Castanheiro da India (Aesculus
hippocastanum L.), de semente da Quinta da Alagoa.
1 Amoreira
(Morus Nigra L.) estaca da Rua Cabo B Esperança
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