segunda-feira, 11 de abril de 2016

Na natureza não há prémios nem castigos. Há apenas consequências!
 
James Mc Neil Whistler, 1834-1903.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Descoberta

Fotografia vila-de-frades-1972 - Jose Mendonça

Já sei porque é que perdia tantas vezes a jogar ao berlinde. No meu bairro as covas eram mais pequenas e estavam mais longe umas das outras

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A ler


[...] e as andorinhas voaram na tarde vazia, com as foices das asas a cortarem a luz [...]

in
A Árvore do Homem
 Patrick White
Ed. Circulo dos Leitores

quarta-feira, 30 de março de 2016

Pimpinelas


Sanguisorba minor Scop. 1771 (?)

Tenho dúvidas nas classificações que apresento, ainda por cima como plantas da família das Rosaceae, podem criar híbridos entre elas.

O que me faz fazer esta classificação é o habitat, embora perto uma da outra a minor aparece no meio de brechas de rochas calcárias e a officinalis surge na parte do solo mais rico, com depósito de folhagem de sobreiros e carvalhos.
Para tirar as dúvidas, é melhor esperar pela floração...
O nome pimpinela não é o mais indicado talvez, para designar estas plantas como Pimpinela pequena (Sanguisorba minor Scop) e Pimpinela grande (Sanguisorba officinalis L.), o assunto já está bem tratado no Dias com Árvores.
Para aumentar a confusão o nome vulgar utilizado para a  S. officinalis (?), aqui na zona é Agrimónia.
Espero conseguir apanhar a floração, aí algumas dúvidas podem ser tiradas.


 
 Sanguisorba officinalis L (?)

sábado, 26 de março de 2016

Refletindo



- A minha primeira viagem à Zona.
Os pomares estavam em flor, a erva nova brilhava alegremente ao sol. Os pássaros cantavam. Um mundo tão familiar… familiar… Primeiro pensamento: tudo está no seu lugar e tudo é como dantes. A mesma terra, a mesma água, as mesmas árvores. E a sua forma, a sua cor e o seu cheiro são eternos, ninguém é capaz de mudar aqui seja o que for. No entanto, já no primeiro dia me foi explicado: não se pode apanhar flores, é melhor não se sentar no chão, não beba água da nascente. Ao entardecer, vi os pastores a tentarem encaminhar o rebanho cansado para o rio, mas as vacas voltavam para trás, mal se abeiravam.[…]
O homem foi apanhado de surpresa, ainda não estava preparado. Não estava preparado enquanto espécie biológica, uma vez que não funcionava todo o seu instrumento natural definido para ver, ouvir, tocar.[…]
Surgiu-nos outro inimigo…Inimigos… a erva recém-ceifada matava. O peixe e a caça capturados, uma maçã…

Vozes de Chernobyl, Svetlana Alexievich, Editora Elsinore, 2ª edição