Amador ...que ou o que ama ...que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não profissional ...que ou aquele que ainda não domina a actividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente
segunda-feira, 4 de abril de 2016
A ler
[...] e as andorinhas voaram na tarde vazia, com as foices das asas a cortarem a luz [...]
in
A Árvore do Homem
Patrick White
Ed. Circulo dos Leitores
quarta-feira, 30 de março de 2016
Pimpinelas
O que me faz fazer esta classificação é o habitat, embora perto uma da outra a minor aparece no meio de brechas de rochas calcárias e a officinalis surge na parte do solo mais rico, com depósito de folhagem de sobreiros e carvalhos.
Para tirar as dúvidas, é melhor esperar pela floração...
O nome pimpinela não é o mais indicado talvez, para designar estas plantas como Pimpinela pequena (Sanguisorba minor Scop) e Pimpinela grande (Sanguisorba officinalis L.), o assunto já está bem tratado no Dias com Árvores.
Para aumentar a confusão o nome vulgar utilizado para a S. officinalis (?), aqui na zona é Agrimónia.
Espero conseguir apanhar a floração, aí algumas dúvidas podem ser tiradas.
Sanguisorba officinalis L (?)
sábado, 26 de março de 2016
Refletindo
-
A minha primeira viagem à Zona.
Os
pomares estavam em flor, a erva nova brilhava alegremente ao sol. Os pássaros
cantavam. Um mundo tão familiar… familiar… Primeiro pensamento: tudo está no
seu lugar e tudo é como dantes. A mesma terra, a mesma água, as mesmas árvores.
E a sua forma, a sua cor e o seu cheiro são eternos, ninguém é capaz de mudar
aqui seja o que for. No entanto, já no primeiro dia me foi explicado: não se
pode apanhar flores, é melhor não se sentar no chão, não beba água da nascente.
Ao entardecer, vi os pastores a tentarem encaminhar o rebanho cansado para o
rio, mas as vacas voltavam para trás, mal se abeiravam.[…]
O
homem foi apanhado de surpresa, ainda não estava preparado. Não estava
preparado enquanto espécie biológica, uma vez que não funcionava todo o seu
instrumento natural definido para ver, ouvir, tocar.[…]
Surgiu-nos
outro inimigo…Inimigos… a erva recém-ceifada matava. O peixe e a caça
capturados, uma maçã…
Vozes
de Chernobyl, Svetlana Alexievich, Editora Elsinore, 2ª edição
Uma lição da Natureza
Foto atual da região
abandonada em torno da Usina de Chernobyl, na "cidade-fantasma" de
Prypiat Fonte da imagem: Reprodução/Totally Cool Pix
Tenho
uma certa apetência de descobrir os prémios Nobel da Literatura, essencialmente
quando os desconheço na totalidade e são apresentados com um novo estilo de
escrita.
Foi
o que aconteceu com o Nobel do ano passado, Svtetlana Alexievich, ucraniana,
jornalista.
As
vozes do contra disseram que o Nobel não devia ser entregue a um jornalista e
que escreve como um jornalista.
Estou
a ler “Vozes de Chernobyl”,[…] testemunhos resultantes de mais de 500 entrevistas
realizadas pela autora[…], e na descrição do livro […]Svetlana Alexievich dá
voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns,
bombeiros, médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre
[…]
O
livro tem para mim um estilo novo, realmente são entrevista, mas não está lá o
entrevistador, só lá estão as vozes, as vozes trabalhadas pela escritora, mas
no livro só se lê o que as vozes dizem.
Isto
vem a propósito, sem esquecer o sofrimento e toda a estrutura social destruída
com o desastre, de evidenciar que a Natureza está a dar uma lição ao homem em Chernobyl.
Algo que tenho tentado acompanhar e me lembra a expressão “Um Aprendiz na Terra
dos Espantos”
Segundo
os dados, em termos de vida animal selvagem e vegetação, dados provenientes de
filmagens com drones, nos 10 primeiros
anos houve um decréscimo muito acentuado na biodiversidade vegetal e animal.
A
partir dos 10 anos começou-se a construir uma hipótese que hoje já é aceite de
uma evolução no número de espécies presentes nas zonas afetadas pelo desastre
nuclear.
Hoje,
quase 30 passados (acidente a 26 d Abril de 1986), os estudos demonstram que (embora
as espécies com um tempo de vida médio mais baixo), existe nas zonas do
acidente maior biodiversidade que antes do desastre.
É a resiliência da Natureza a
ensinar-nos.
Num dos artigos que encontrei sobre
este tema, acaba assim:
“[…]the removal of humans alleviates
one of the more persistent and ever growing stresses experienced by natural ecosystems[…]”
(Tradução livre: A remoção dos
humanos aliviou um dos mais persistentes e nunca experimentado factor de
stresse dos ecossistemas naturais)
Fontes
(Long-term census data reveal abundant wildlife populations at Chernobyl,T.G. Deryabina, et al, Volume 25, Issue 19, pR824–R826, 5 October 2015)
First derivation of
predicted-no-effect values for freshwater and terrestrial ecosystems exposed to
radioactive substances. Garnier-Laplace, et al, Environ. Sci. Tech. 2006; 40: 6498–6505
quarta-feira, 2 de março de 2016
Ervas daninhas, para alguns...
Páginas: 184
Chancela: Verbo
ISBN: 978-972-22-3166-4
Publicação Fevereiro 2016
Neste livro os autores levam-nos à descoberta do mundo das plantas Leguminosas: Trevos, Anafes e Luzernas, desde a emergência até à frutificação, referindo o nome científico e o nome vulgar das espécies dos géneros Trifolium, Melilotus e Medicago. Trata-se de um trabalho que, além de responder à curiosidade do grande público, fornece informação útil e com rigor técnico de grande utilidade para agricultores, veterinários, estudantes, engenheiros agrónomos/zootécnicos, e biólogos, constituindo uma excelente ferramenta de trabalho de apoio às suas atividades. Um estudo botânico fundamental para quem se preocupa com o incremento e conservação da produção forrageira, com o papel determinante na gestão da fertilidade da terra e com a crescente importância da manutenção da biodiversidade.
Autores:
· Maria Edite Sousa, licenciada em Eng.ª Agronómica, Mestre em Produção Vegetal e Doutora em Eng.ª Agronómica, pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA) do qual foi Professora Auxiliar.
· Maria Lisete Caixinhas, licenciada em Ciências Biológicas, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Doutorada em Biologia pela mesma Faculdade. Investigadora – Coordenadora no ISA. Lecionou diversas disciplinas, na área da Botânica, no ISA e na Universidade dos Açores.
· Paulo Forte, Bacharel em Engenharia Agroflorestal, pela Escola Superior Agrária de Beja, é Técnico Superior do Instituto Superior de Agronomia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







