segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Quantos namorados tens?



Havia (e há) uma brincadeira de crianças, quando as espigas das “ervas daninhas” ainda não estavam secas, agarrava-se um molho e atirava-se às costas de outra pessoa, o número de espigas que ficassem agarradas corresponderia ao número de namorados.
Claro que dependia do tecido e das espigas…
Lembrei-me disto porque ando a ver se identifico as gramíneas que crescem espontaneamente na "fazenda".
No caminho encontrei este livro de 1962, e apreciei principalmente o detalhe do desenho na distinção da espécie, sem espiga através da inserção do limbo no caule e depois a espiga.
As classificações podem estar já desactualizadas, mas deixo as pistas todas, como assinaladas no livro.



Se clicarem nas imagens verificam melhor os pormenores.

Estampa V

1.   Festuca arundinacea Schreb. Spicel Fl. Lips.:57 (1711)
2.   Festuca rubra ssp rubra Sp. Pl1: 74 (1753)
3.   Bromus unioloides H.B.K. Nov. Gen et Sp I 151 (1816)
Nome vulgar (NV) Bromo Scharder
4.   Bromus hordeaceus L. Sp. Pl. ed 1 spp. Mollis (L.) Hyl. Nom et Syst. St. Nord. Gef.:84 (1945)
5.   Brachypodium pinnatum (L) P. Beauv. Agrost.: 101 (1812)
6.   Nardus stricta L. Sp. Pl. ed. 1: 53 (1753)
NV Servum ou cervum
7.   Lolium multiflorum Lam Fl. Fr.
N.V Azevém ou erva castelhana
8.   Lolium rigidum Gaud. Agrost. Helv. I: 334 (1811)
9.   Lolium perene L. Sp. PL. ed. 1: 83 (1753)
NV Azevém
10. Agropyron repens (L.) P. Beauv. Agrost.: 102 (1812)
NV Grama francesa
11. Agropyron cristatum (L.) Gaertn. In Nov. Comment. Petropol. XIV (1) : 540 (1770)
12. Hordeum secalinum Schreb. Spicil. Fl. Lips.: 418 (1771)
NV Cevada secalina

Estampa VI
1.   Gliceria declinata Bréb. Fl. Norm. Ed. 3: 354 (1859)
NV Azevém baboso
2.   Festuca pratensis Huds. Fl. Angl ed. 1 : 37 (1762)
NV Festuca dos prados
3.   O mesmo que 1 da estampa V.
4.   O mesmo que 2 da estampa V.
5.   Bromus inermis Leyss. Fl. Hall.: 16 (1761)
6.   O mesmo que 3 da estampa V.
7.   O mesmo que 4 da estampa V.
8.   O mesmo que 5 da estampa V.
9.   O mesmo que 6 da estampa V.
10.O mesmo que 7 da estampa V.
11.O mesmo que 8 da estampa V.
12. O mesmo que 9 da estampa V.
13. O mesmo que 10 da estampa V.
14. O mesmo que 11 da estampa V.
15. O mesmo que 12 da estampa V.

In
Ervas forrageiras
Prof. João de Carvalho e Vasconcelos
Direcção Geral de Serviços Agrícolas
Secretaria de Estado da Agricultura
Ministério da Economia
Lisboa 1962

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Infestantes

Espiga de flores da Acacia longifolia

A história começa no sec. XIX, em que se pretendia resolver um problema de fixação de areia nas dunas litorais.
Introduziu-se a Acácia das espigas (Acacia longifolia (Andrews) Willd.) que através de da sua rede de raízes conseguiu fixar realmente as dunas só que a rede de raízes tornou-se demasiado densa e as plantas nativas deixaram de te ter espaço para se desenvolver.
 
 Árvores de Acácia l.
Assim adquiriu o estatuto de Planta invasora, abrindo caminho para a sua erradicação, mecânico (corte), Químico (herbicidas) ou o chamado método natural.
 Trata-se da introdução de um insecto que vai atacar as flores desta acácia, e cria (Ver link http://invasoras.pt/trichilogaster-acaciaelongifoliae-controlo-natural-acacia-de-espigas/)
  Numa primeira fase, os insetos (Trichilogaster acaciaelongifoliae

 Trichilogaster acaciaelongifoliae

serão libertados numa extensão entre Quiaios, na Figueira da Foz, Mira e S. Jacinto, em Aveiro, "para impedir a formação de sementes da acácia-de-espigas", adiantou ao DN a investigadora da equipa do Centro de Ecologia Funcional (CEF) da UC, coordenado por Helena Freitas, no âmbito do projeto que também junta especialistas da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC). Já no próximo ano, esta metodologia deverá abranger outras áreas do país e assim sucessivamente, no âmbito deste projeto que deverá durar anos.

a. vagens de acácia-de-espigas, b. área dunar (re)invadida por forte germinação de acácia-de-espigas depois de uma intervenção, c. acácia-de-espigas com galhas (na África do Sul), d. observação à lupa de Trichilogaster acaciaelongifoliae, agente de controlo natural de acácia-de-espigas durante os testes de especificidade, em ambiente confinado (quarentena) onde foi colocado em contacto com uma lista de plantas não-alvo (tojo, na imagem).


Ecologia, do grego oikos casa e logia estudo, o estudo da casa, das suas interacções a nível da natureza entre as diferentes casas.
O cientista alemão Ernest Haeckel usou pela primeira vez este termo em 1869 para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.
No estudo da casa, o homem achou, acha que pode ser arquitecto dessa casa.
Neste caso tenta fechar uma porta mas abre uma janela... os maiores sucessos para esta introdução, mas fica-me sempre um mas...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Estou a ler


Sinopse

«Se, como escreve François Dagognet, a semente é para a árvore o que um título é para um livro, sinto-me no dever de justificar o meu título: Tratado da árvore. É, em primeiro lugar, uma saudação a esse século XVIII que deu os últimos retoques no primeiro conhecimento racional das árvores. Em segundo lugar, é uma forma de prestar homenagem a esse sábio e grande amador de árvores que foi Duhamel du Monceau. Por fim, tentei mostrar que a árvore merece converter-se em objecto para a Filosofia, recheada de tratados das paixões, mas pouco eloquente acerca das árvores. Cinco séculos depois de Bosch e Altdorfer, uma tempestade lembrou-nos que a nossa presença no universo continua a ser frágil porque é condicionada pelas árvores. O nosso espanto de hoje ultrapassa o do pintor do Danúbio. Oxalá estas páginas estejam à altura dos quadros antigos. Por fim, como afirma com toda a justeza Mario Rigoni Stern na sua maravilhosa obra Árvores em liberdade, "espero que o papel que utilizo para escrever valha ao menos a árvore que o produziu."»

Tratado da Árvore de Robert Dumas

Edição/reimpressão:2007

Páginas: 272

Editor: Assírio & Alvim

ISBN: 978-972-37-1277-3