quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Infestantes

Espiga de flores da Acacia longifolia

A história começa no sec. XIX, em que se pretendia resolver um problema de fixação de areia nas dunas litorais.
Introduziu-se a Acácia das espigas (Acacia longifolia (Andrews) Willd.) que através de da sua rede de raízes conseguiu fixar realmente as dunas só que a rede de raízes tornou-se demasiado densa e as plantas nativas deixaram de te ter espaço para se desenvolver.
 
 Árvores de Acácia l.
Assim adquiriu o estatuto de Planta invasora, abrindo caminho para a sua erradicação, mecânico (corte), Químico (herbicidas) ou o chamado método natural.
 Trata-se da introdução de um insecto que vai atacar as flores desta acácia, e cria (Ver link http://invasoras.pt/trichilogaster-acaciaelongifoliae-controlo-natural-acacia-de-espigas/)
  Numa primeira fase, os insetos (Trichilogaster acaciaelongifoliae

 Trichilogaster acaciaelongifoliae

serão libertados numa extensão entre Quiaios, na Figueira da Foz, Mira e S. Jacinto, em Aveiro, "para impedir a formação de sementes da acácia-de-espigas", adiantou ao DN a investigadora da equipa do Centro de Ecologia Funcional (CEF) da UC, coordenado por Helena Freitas, no âmbito do projeto que também junta especialistas da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC). Já no próximo ano, esta metodologia deverá abranger outras áreas do país e assim sucessivamente, no âmbito deste projeto que deverá durar anos.

a. vagens de acácia-de-espigas, b. área dunar (re)invadida por forte germinação de acácia-de-espigas depois de uma intervenção, c. acácia-de-espigas com galhas (na África do Sul), d. observação à lupa de Trichilogaster acaciaelongifoliae, agente de controlo natural de acácia-de-espigas durante os testes de especificidade, em ambiente confinado (quarentena) onde foi colocado em contacto com uma lista de plantas não-alvo (tojo, na imagem).


Ecologia, do grego oikos casa e logia estudo, o estudo da casa, das suas interacções a nível da natureza entre as diferentes casas.
O cientista alemão Ernest Haeckel usou pela primeira vez este termo em 1869 para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.
No estudo da casa, o homem achou, acha que pode ser arquitecto dessa casa.
Neste caso tenta fechar uma porta mas abre uma janela... os maiores sucessos para esta introdução, mas fica-me sempre um mas...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Estou a ler


Sinopse

«Se, como escreve François Dagognet, a semente é para a árvore o que um título é para um livro, sinto-me no dever de justificar o meu título: Tratado da árvore. É, em primeiro lugar, uma saudação a esse século XVIII que deu os últimos retoques no primeiro conhecimento racional das árvores. Em segundo lugar, é uma forma de prestar homenagem a esse sábio e grande amador de árvores que foi Duhamel du Monceau. Por fim, tentei mostrar que a árvore merece converter-se em objecto para a Filosofia, recheada de tratados das paixões, mas pouco eloquente acerca das árvores. Cinco séculos depois de Bosch e Altdorfer, uma tempestade lembrou-nos que a nossa presença no universo continua a ser frágil porque é condicionada pelas árvores. O nosso espanto de hoje ultrapassa o do pintor do Danúbio. Oxalá estas páginas estejam à altura dos quadros antigos. Por fim, como afirma com toda a justeza Mario Rigoni Stern na sua maravilhosa obra Árvores em liberdade, "espero que o papel que utilizo para escrever valha ao menos a árvore que o produziu."»

Tratado da Árvore de Robert Dumas

Edição/reimpressão:2007

Páginas: 272

Editor: Assírio & Alvim

ISBN: 978-972-37-1277-3


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Estive lendo...e relendo e outras citações


Já o li à alguns anos, após a realização do filme, mas foi uma leitura de seguida quase à pressa. É um livro duro sobre o perfil do homem.
Passei por ele na estante e abri, gostei do que li e recomecei a leitura, (anotei com gosto as “receitas” do monge que cuidava do horto das plantas medicinais).
Reli-o lendo-o de outra forma e a razão do título que não me lembrava vem na última frase do livro:
        Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus
Nesta edição vem em latim sem tradução, hoje o Google, vai dando estas traduções na hora:
        A rosa antiga permanece no nome, nada temos além dos nomes.
Umberto Eco retirou este verso dum poema dum monge do século XII, Bernard Cluny, do poema De contempto mundi , alterou uma palavra, em vez de rosa no poema original está Roma, ou seja “de muitas grandes cidades só restaram os nomes.
Eco diz num livro posterior que a sua frase representa as sociedades que chegaram ao declínio devido a conflitos históricos, onde somente os seus legados não materiais puderam prosseguir no decorrer dos tempos.
Nos tempos presentes, podemos olhar par Tonino Guerra, professor primário, durante a Segunda Guerra Mundial esteve preso num campo de concentração escreveu este poema:

Contente, mesmo contente
Estive na vida muitas vezes
Mas nunca como quando em liberdade
Na Alemanha
Me pus a olhar para uma borboleta
Sem vontade de a comer.
Nos tempos presentes

E nos tempos presentes... 

…quando não permitimos que nada nem ninguém nos toque, a dificuldade é connosco mesmos (Tolentino de Mendonça).



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Morris West



Pag. 40
[…] queria as águas escuras, as rajadas de vento, os veados em altas montanhas e a terra que tem que ser feita outra vez – mas que pode ser feita, se o homem puser braços e cabeça a trabalhar[…]
Pag. 46
[…]É é aí que tu erras…É aí que toda a gente erra. É o fazer que me interessa, não o ser. É o fazer que interessa e não a coisa feita[…]
Pag. 56
[…] a terra não os domina [os homens] porque está enterrada debaixo do asfalto e do cimento e os seus pés nunca a tocam[…]
Pag. 263
[…] toda a ecologia depende da morte.

In O Verão do Lobo Vermelho
1ª edição Português – Clássico Editora – Coleção “ORBE” 1971