quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Morris West



Pag. 40
[…] queria as águas escuras, as rajadas de vento, os veados em altas montanhas e a terra que tem que ser feita outra vez – mas que pode ser feita, se o homem puser braços e cabeça a trabalhar[…]
Pag. 46
[…]É é aí que tu erras…É aí que toda a gente erra. É o fazer que me interessa, não o ser. É o fazer que interessa e não a coisa feita[…]
Pag. 56
[…] a terra não os domina [os homens] porque está enterrada debaixo do asfalto e do cimento e os seus pés nunca a tocam[…]
Pag. 263
[…] toda a ecologia depende da morte.

In O Verão do Lobo Vermelho
1ª edição Português – Clássico Editora – Coleção “ORBE” 1971

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Qual é a coisa qual é ela que tem cinco orelhas e um pé?



A resposta é: a Nêspera. 
Com esta resposta, não batia a bota com a perdigota.
A adivinha é antiga e a origem é o Algarve.

Julgo que não é a nêspera (Eriobothrya japónica(Thunb.) Lindl.) que aparece todos os anos no supermercado ou no nosso quintal… ou no quintal do vizinho.

É mais uma daquelas árvores da floresta mediterrânea que vai desaparecendo, da Família das Rosaceae, género Mespilus, onde existem variedades, a mais comum a Mespilus germânica, que não é ao parece originária da Alemanha mas que por lá se cultivou.

A minha surpresa foi encontrar esta espécie à venda no LIDL (origem alemã). Nos viveiros em Portugal ainda não tinha conseguido encontrar.
Pela folha, porque ainda tinha folhas quando a comprei parece ser do género Mespilus, não arrisco a espécie sem ver o fruto.

Em termos de sabor, o fruto não rivaliza com a nêspera comum, segundo as opiniões registadas na net.
Mas pelos Algarves deve ter sido comum... origem floresta mediterrânea.
As Fotografias que junto são da Wikpédia (mais uma vez obrigado) e observando o fruto dá para perceber a resposta à adivinha que inicia este post.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Armadilhas

Armadilha velha, o liquido é agua de cozedura de bacalhau, muito eficaz em relação às moscas varejeiras




Armadilha nova artesanal.




 Papel autocolante, inconveniente de ficarem aprisionados insectos úteis
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Em flor



Nespereira, Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.

Do Ciberdúvidas da Lingua Portuguesa

Nêspera e magnório são vocábulos sinó[ô]nimos da linguagem comum. Não correspondem a designações botânicas distintivas. A diferença está relacionada apenas com a história destes vocábulos.

Nêspera provém do vocábulo grego méspilos, que transitou para o latim culto como nespila, que devemos ler como /néspila/ e chegou ao latim vulgar como nespira/néspira/. Na língua portuguesa tomou forma a(c)tual.

Magnório deve ser proveniente do nome do botânico francês Magnol, que deu o nome de magnólia à árvore de onde provêm os magnólios ou magnórios.

Os dicionaristas consideram o magnório um regionalismo minhoto, e têm nêspera como o vocábulo comum ao resto do país.