quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Qual é a coisa qual é ela que tem cinco orelhas e um pé?



A resposta é: a Nêspera. 
Com esta resposta, não batia a bota com a perdigota.
A adivinha é antiga e a origem é o Algarve.

Julgo que não é a nêspera (Eriobothrya japónica(Thunb.) Lindl.) que aparece todos os anos no supermercado ou no nosso quintal… ou no quintal do vizinho.

É mais uma daquelas árvores da floresta mediterrânea que vai desaparecendo, da Família das Rosaceae, género Mespilus, onde existem variedades, a mais comum a Mespilus germânica, que não é ao parece originária da Alemanha mas que por lá se cultivou.

A minha surpresa foi encontrar esta espécie à venda no LIDL (origem alemã). Nos viveiros em Portugal ainda não tinha conseguido encontrar.
Pela folha, porque ainda tinha folhas quando a comprei parece ser do género Mespilus, não arrisco a espécie sem ver o fruto.

Em termos de sabor, o fruto não rivaliza com a nêspera comum, segundo as opiniões registadas na net.
Mas pelos Algarves deve ter sido comum... origem floresta mediterrânea.
As Fotografias que junto são da Wikpédia (mais uma vez obrigado) e observando o fruto dá para perceber a resposta à adivinha que inicia este post.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Armadilhas

Armadilha velha, o liquido é agua de cozedura de bacalhau, muito eficaz em relação às moscas varejeiras




Armadilha nova artesanal.




 Papel autocolante, inconveniente de ficarem aprisionados insectos úteis
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Em flor



Nespereira, Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.

Do Ciberdúvidas da Lingua Portuguesa

Nêspera e magnório são vocábulos sinó[ô]nimos da linguagem comum. Não correspondem a designações botânicas distintivas. A diferença está relacionada apenas com a história destes vocábulos.

Nêspera provém do vocábulo grego méspilos, que transitou para o latim culto como nespila, que devemos ler como /néspila/ e chegou ao latim vulgar como nespira/néspira/. Na língua portuguesa tomou forma a(c)tual.

Magnório deve ser proveniente do nome do botânico francês Magnol, que deu o nome de magnólia à árvore de onde provêm os magnólios ou magnórios.

Os dicionaristas consideram o magnório um regionalismo minhoto, e têm nêspera como o vocábulo comum ao resto do país.
 

domingo, 1 de novembro de 2015

Modo de citação



Numa altura em que é tentada a evadir-se para o cibermundo, a humanidade deve realizar um esforço cognitivo tão intenso como aquele que foi feito aquando da revolução neolítica ou da revolução industrial, para aprender a viver nos limites de um planeta solitário.
 

Pela primeira vez na sua história, já não se pode permitir corrigir os erros mais tarde.

Deve percorrer mentalmente o caminho inverso àquele que a Europa seguiu desde o século XVII e passar da ideia de um mundo infinito à de um universo fechado.

Este esforço não é impossível. Nem mesmo improvável, mas, mais simplesmente: não é certo!

Esta incerteza tornou-se o factor opressivo da história humana, no momento em que, pela primeira vez, ela joga o seu destino no futuro de uma civilização única.


Assim termina o livro “A prosperidade do vício” de Daniel Cohen.