Amador ...que ou o que ama ...que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não profissional ...que ou aquele que ainda não domina a actividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente
segunda-feira, 29 de junho de 2015
La Fontaine
“... Não vendam, disse-lhes, a herança que os nossos pais nos deixaram.
Nela está escondido um tesouro.
Não sei onde, mas com um pouco de trabalho descobri-lo-ão...”.
Jean de La Fontaine, Fábulas
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Cardamomo
O Cardamomo (Elettaria cardamomum), adquiri-o no Cantinho das aromáticas sómente com uma haste..
Pertence à mesma família do gengibre (Zingiber officinale), que já tentei plantar, a partir de rizomas comprados num super mercado, ao ar livre, mas falharam as tentativas, já me falaram de várias plantas como sendo gengibre utilizado na culinária, algumas tornando-se mesmo infestantes, mas para plantar e posteriormente consumir, só multiplicando a partir de fonte segura.
O cardamono, tive cuidado de o plantar numa exposição ao sul e protegido do vento nordeste.
As partes mais utilizadas da planta são as cápsulas com as sementes no seu interior que servem para aromatizar carnes ou mesmo doçaria, usa-se em poucas quantidades porque tem um aroma muito penetrante. É um dos componentes do caril.
Em termos medicinais é utilizada para problemas digestivos.
No manuseamento no jardim é muito agradável o aroma que liberta quando se manuseiam as folhas.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Os sobreiros sonham
Os sobreiros sonham
Os sobreiros sonham
sonhos desvairados,
que só os pastores
e as pedras suspeitam.
Sonham que são livres
e vão pelo mundo,
com raízes de água
e cabelos soltos.
No céu par lavrar,
as nuvens são cardos
e o sol um milhafre
que esvazia os olhos.
a angústia que os ousa.
A angústia é concreta.
Os sonhos são sombras.
Seguros à terra
com garras de bronze,
os sobreiros sonham
impossíveis rumos.
in Obra Poética, vol. III - de
Armindo Rodrigues (1904-1993)
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Heidegger e um hipopótamo
Heidegger e um hipopótamo chegam às portas do Paraíso e São Pedro diz:
– Escutem, hoje só temos espaço para mais um. Por isso, aquele que me der a melhor resposta à pergunta “qual é o sentido da vida?” entra.
Heidegger responde:
– Pensar explicitamente no Ser em si requer o menosprezo pelo Ser, na medida em que está apenas fundamentado e interpretado em termos de seres e para seres como seu fundamento, como em toda a metafísica.
E antes que o hipopótamo pudesse grunhir, São Pedro volta-se para ele e diz:
- Hoje é o teu dia de sorte, hipopótamo!
Artur Pereira jornal i, 14/5/2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Modo pessoal
A
Natureza é um quadro a cores, matizado pela harmonia, com pinceladas fortes do
homem cidadão, não predador, tingidas pelas suas interpelações, traços fortes e
dominantes avivados pelas cores que todas as outras englobam, a Ética da Terra.
A
natureza não pode esquecer que dela fazem parte os homens, não o
homem. É necessário para que a harmonia prevaleça que a relação entre os homens
a torne possível.
A
crise global do ambiente concebe outro quadro, sobre a mesma paisagem, escurece
ao azul dos rios, traça contornos como que a lápis de carvão dobre a superfície
dos oceanos, uniformiza o verde dos campos, e acrescenta tons cinza ao azul dos
céus.
A
Natureza vacila, a saúde da Terra obriga a pensar em soluções que promovam o
seu equilíbrio.
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