quarta-feira, 27 de março de 2013

Caminhada 16

[...] A perdiz adora ervilhas, mas não são aquelas com que há-de ir parar ao prato.
(pag.61)

sábado, 23 de março de 2013

Caminhada 15

[...] Nem todas as verdades agradam ao senso comum. A Natureza reserva um lugar para a vide-branca e outro para a couve.
(pag.60)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Caminhada 14

[...] que é feito da literatura que exprime a Natureza? Seria necessário um poeta que tivesse aos seus serviços os ventos e os regatos, para que estes falassem por eles; um poeta que mantivesse as palavras presas ao seu sentido primitivo, como os agricultores que, na Primavera cravam novamente as estacas levantadas pela geada; um poeta que, ao utilizar palavras, lhes revelasse a origem, que as transplantasse para a página como raízes que aderem à terra, e cujas palavras fossem tão verdadeiras , frescas e naturais que se abrissem como botões na Primavera, embora permanecessem ocultas entre duas páginas bafientas numa biblioteca - palavras que dessem fruto todos os anos para o fiel leitor, segundo a sua espécie, em harmonia com a Natureza circundante.
(pag. 58)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Caminhada 13

[...] Um livro realmente bom é algo tão natural, inesperado e inexplicavelmente perfeito e belo como uma flor silvestre encontrada na pradaria do Oeste ou na selva do Leste.
(pag. 56)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Caminhada 12

[...] Sobrevivem enquanto o solo não se exaurir. Oh, pobre cultura do homem! Pouco se deve esperar de uma nação cujo solo vegetal se tenha exaurido e que seja forçada a converter em adubo os ossos dos seus antepassados. Ali o poeta retira o seu sustento somente de mera gordura supérflua, e o filósofo está reduzido ao tutano dos seus ossos.
(pag. 54)