sábado, 17 de janeiro de 2009

Foi entregue este prémio pelo blog “Serra da Adiça”.
Já lhe disse que foi uma partida que me pregou, mas deu-me a oportunidade de pregar a partida a mais 7 e sei que alguns galardoados não deram seguimento …São 7 anos com 7 dias seguidos de geadas … e sem neve para animar para os que não derem seguimento (garantido pelo Borda d’Água).

A sério, é-me difícil seleccionar blogs , porque admiro muitos dos que sigo, optei por mencionar os da área da nomeação e por blogs que estejam mais ou menos “em dia”,. De qualquer maneira nos que menciono, admiro o trabalho realizado pelos autores, e que assim este “prémio” sirva como um
Olá, bom trabalho e continuem sempre

Aqui vai a minha nomeação:
Paixão dos sentidos
Quinta do sargaçal
Quinta dos moinhos

Blog dos cheiros
Cores da Terra
Trumbuctu
Pilriteiro

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Reflorestação


In Tropical Trees: Propagation and Planting Manual

Um Manual simples e com as ideias básicas de propagação e sustentabilidade.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Araçá vermelho

Até prova em contrário este será o Psidium Cattleyanum, Sabine, porque tenho dúvidas quanto à classificação, tal como o araçá amarelo.
Além dos dois de que já falei, existe um terceiro que dá uns frutos com a cor entre o laranja e o vermelho. Esta variedade quando o fruto está bem maduro, é de um tom roxo muito escuro.
Das três variedades que eu conheço é a menos ácida, mas deve-se comer quando está bem maduro, para quem não gosta de frutas ácidas.
É uma planta muito resistente e tolera bem as geadas, podendo nos Invernos mais frios perder as folhas todas, mas volta a rebentar na Primavera seguinte.
Resiste também muito bem à seca e vegeta em terrenos pobres. O tamanho do fruto depende da quantidade de água fornecida durante a maturação.
Descobri que em Cuba se faz uma bebida considerada excelente, composta por polpa de araçá açucar, leite e sal. Não tenho a receita só a referência a estes componentes para a receita, é para se ir experimentar.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Vinicius de Moraes

Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

"Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 147.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Uva-japonesa


Já aqui falei da uva-japonesa.

Chegou a vez de apresentar o “fruto”, fruto entre aspas porque não sei se é fruto ou pé do fruto, o nome que se deve aplicar ao que se come. A árvore é de folha caduca e dei conta deles, depois da queda das folhas.

A árvore dá “uma espécie” de cachos de uvas com bagas na ponta. As bagas não se comem, mas contêm as sementes. O que se come é o correspondente ao engaço do cacho de uvas, ou seja o pedúnculo que suporta os bagos. Neste caso o pedúnculo é composto por uma matéria com a consistência da maçã.

O sabor, porque foi a primeira vez que o provei (só me tinham enviado as sementes), é doce ou mesmo muito doce, o sabor que se associa de imediato é de passa de uvas ou então aquelas uvas moscatel muito doces em ano de seca.

No Brasil chamam-lhe pauzinho doce. Um nome apropriado