domingo, 2 de novembro de 2008

Quando a água se confude

[…] Perto vê-se o gracioso meandro do velho leito seco de um ribeiro.
O novo leito do ribeiro foi cavado em linha recta como uma régua; foi “rectificado” pelo engenheiro da região para tornar mais rápido o escoamento.
Na encosta ao fundo há faixas de culturas em curvas de nível; foram “rectificadas” pelos engenheiros especializados no combate à erosão para retardar o escoamento.
A água deve estar confusa com tanto aconselhamento. […]

sábado, 1 de novembro de 2008

Pachira, Castanha do Maranhão

Ao limpar o quintal pisei um fruto, esborrachei-o e … não conheci o fruto…estava na zona do viveiro com vários vasos e das duas uma, ou alguém o atirou de fora ou era de uma das árvores que ali estava.

Se fosse só podia ser da Pachira, era o único fruto que ainda não conhecia, e o vaso tinha caído com o vento e quando o levantei era de noite.
Fui ver…e encontrei outro fruto na Pachira, ou seja, tinha florido este ano. Quando o constatei é que fiquei com pena de ter perdido a flor.


Com o Inverno a aproximar-se deve ser muito reduzida a viabilidade do fruto.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

René Char

Nos nossos jardins, preparam-se florestas

Poeta francês (1907-1988).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Papaia (2)

Começou como uma brincadeira (e de certa maneira continua a ser) junto ao meu local de trabalho ficou um canteiro cheio de restos de obras, dum edifício novo.
Falei com o jardineiro, um homem para cerca de 2ha, e pedi-lhe para ir lá deitar os cortes da relva que iam para o contentor . Falei com o homem da máquinas de café automáticas que ia deitar no contentor as borras do café, chá e chocolate para as colocar lá. Associado a regas regulares, durante 3 anos, mais as espécies excedentes do meu quintal, tem dado alguns resultados. Sem esquecer a orientação do canteiro – Sul, rodeado por um edifício a NO , N e a NE de quatro pisos, que cortam os ventos dominantes na zona.
Hoje em destaque as papaieiras do jardim escondido.
Já aqui mostrei a flor feminina do ano passado e cujos frutos acabaram por não vingar. Este ano com uma rega maior e com um Verão que não foi tão quente como o do ano passado, está com o aspecto que se vê na fotografia.

A classificação mais simples das papaieiras é a seguinte :

Tipo macho puro – Flores em inflorescências compridas e complexas quanto ao tipo de flores.
Tipo hermafrodita – As inflorescências têm poucas flores e estas são hermafroditas.
Tipo Fêmea – Com poucas flores sem estames.

Existe outro tipo e classificação em que se definem cinco tipo de flores diferentes, comuns ou não na mesma árvore e se formam quatro grupos diferentes de papaieiras em que se admite influências ecológicas mno aparecimento de diferentes tipos de flores. Ou seja ainda não é assunto em que a discussão técnica esteja arrumada.
Prefiro dizer que esta papaieira é hermafrodita, ou seja é auto fértil.
A flor masculina deste ano.

domingo, 26 de outubro de 2008

Bibliografia (1)



Este é um excelente livro técnico, onde aprendi muito sobre as frutas tropicais.
O sub título é “Espécie com frutos comestíveis”. O autor leva à letra este termo, referenciando inclusive os pequenos frutos que são usados em necessidade de sobrevivência, ou seja quando há fome, na dureza que a palavra indica quando a associamos a zonas como África e outras paragens tropicais.

Título: Fruticultura Tropical - Espécies com frutos comestíveis,
Vol. I - Espécies de A a D
Vol. II - Espécies de E a O
Vol III -Espécies de P a Z
Autor: J. E. Mendes Ferrão
Ano de Publicação: 1999 - 2002
Editora - IICT