sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cana de açucar

A cana de açucar (Saccharum officinarum L.) no Jardim Garcia de Orta, talhão da Macronésia, (Lisboa, Parque das Nações) com um estranho vigor nesta altura do ano.
Qualquer dia, nova alternativa agrícola no continente.

Árvores do Alentejo

Horas mortas… Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido… e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
Florbela Espanca

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Papoila

A nossa papoila vulgar, Papaver rhoeas L. raça strigosum (Boenn.) Samp. (se não me engano), que segundo a Flora Digital de Portugal, devia florir em Abril-Maio está em flor no inicio de Fevereiro.
Não está no meio duma seara de trigo, é verdade.
E para os que acham que o clima de Portugal não está a mudar também se pode chegar à conclusão que um campo de coentros favorece a floração das papoilas fora de época.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sábado à noite, a tentar dormir, um zumbido ao ouvido.
Mosquitos em Janeiro!
De consolo, só serve o facto de perceber que estão menos enérgicos que no Verão, ou dito de outra maneira, apanham-se mais facilmente.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Veris eta facies

Nos próximos dias 1 e 2 de Fevereiro, a Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa e o Coro da Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa, com a participação dos solistas Elvira Ferreira, Carlos Guilherme e Luís Rodrigues, sob a direcção do maestro Albertino Monteiro, irão interpretar a cantata medieval “Carmina Burana”, de Carl Orff.

A palavra latina Carmina é o plural de carmen (canção, na língua portuguesa). O título inteiro significa literalmente: Canções dos Beurens. Esta última palavra refere-se aos textos escolhidos para esta cantata secular, descobertos, em 1803, num velho mosteiro beneditino da Baviera, em Benediktbeuren, sudoeste da Alemanha.

A obra divide-se em três secções:
o encontro do Homem com a Natureza (Veris eta facies),
com o dom do vinho (In taberna)
e com o amor (Amor volat undique).

Uma triologia interessante