segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Robert Lenoble

O historiador deve pois acostumar-se a esta evidência de que a Natureza só será concebida como uma realidade por si mesma na medida em que a consciência tiver conquistado uma certa liberdade em relação aos seus próprios problemas. Até essa altura, a Natureza estará condenada a viver o drama humano.
In História da Ideia de Natureza, ed. Edições 70 (2002)

sábado, 5 de janeiro de 2008

Abacate (4)

Sobre o abacate e a utilização em cremes de beleza ou a sua aplicação directa na pele (ex. mascaras faciais)

Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia A. P. Cunha, A. P. Silva, O. R. Roque,
ed. F.C.G (2003)

Farmacologia e Actividade biológica

Do fruto extrai-se um óleo cuja composição é próximas do obtido das sementes. Os óleos são usados como protectores e
regeneradores da pele e usados em muitos cosméticos. O insaponificável destes óleos pela sua riqueza em carotenos, tocoferóis e fitosteróis é usado também como fonte de pró-vitaminas solúveis nos óleos.
[…]
A nível da derme tem efeito regenerador ao proteger as
proteases e as colagenases tecidulares. […]
As folhas pelo óleo essencial têm acção microbiana e pelos taninos são adstringentes.
Os links apresentados são simples orientação sobre o tema

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Thom Hartmann

[...] Mas primeiro recuemos um momento e consideremos uma questão importante: se estamos no mau caminho, porque razão isso não é óbvio?

in As últimas horas da antiga luz do sol ( 1999)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Abacate (3)




Sobre a utilização das folhas do abacateiro, em chás. Se notarem nos chás de emagrecimento tão em moda, a maior parte contém folhas de abacateiro. E um dos chás que bebo e não desgosto.
Na seguinte obra:
Farmacognosia – Aloísio Fernandes Costa – II volume, Edição da Fundação Calouste Gulbenkian (1994)
Pode-se ler:

Na terapêutica utilizam-se as suas folhas de propriedades diuréticas […] inodoras e de sabor adstringente fraco.
O constituinte activo é o D-perseitol, isolado dos frutos e depois reconhecido em toda a planta, portanto também nas folhas. Com efeito, verificou-se experimentalmente que possui propriedades diuréticas comparáveis à da teobromina (molécula retirada do fruto do cacau), com a vantagem de ser destituído de toxicidade. Revelou-se um diurético directo, não manifesta actividade cardíaca nem sobre a pressão arterial.
[…]
Explica-se assim o emprego frequente das folhas de abacateiro na medicina caseira, sobre a forma de chás, como diurético.
Figura

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Abacate (2)

Escreve Mendes Ferrão no Fruticultura Tropical, volume III (2002)
Para os índios (América Central e México) o abacateiro fazia parte das árvores importantes da sua vida e era considerada como quase sagrada. Tida como um autêntico favor dos deuses, era planta que dava força e virilidade e curava-os de diversa doenças. Alguns ainda hoje ligam ao consumo do abacate propriedades afrodisíacas.
Na altura da maturação dos frutos, era hábito no Peru organizar-se uma festa, a Axatacayimita ou Lacatacayimita muito ligada à iniciação dos jovens, femininos e masculinos. Aliás a designação abacate significa nalgumas línguas locais, árvore dos testículos o que dá bem a noção desta crença.
A circunstância de não ter o sabor típico das outras frutas, associada ao facto de a semente perder muito rapidamente o seu poder germinativo e as plantas jovens serem muito delicadas, fez com que a espécie ficasse circunscrita à América e que as introduções efectuadas noutros territórios não tivessem ocasionado a sua dispersão.