sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Maracujá azul

O Maracujá azul ( Passiflora coerulea L.) deve o seu nome à cor terminal dos seus estames. É o maracujá que mais se utiliza como ornamental, embora raramente frutifique sózinho. O seu fruto é cor de laranja, pequeno e a polpa vermelho viva, embora saborosa, muito reduzida.
Só consegui frutificação quando o plantei perto do passiflora edulis.

Maracujá banana

O Maracujá banana (Passiflora mollissima, (Kunth) Bailey) é originário das zonas de altitude da Venezuela à Bolívia, podendo aparecer a altitudes de 3000 a 4000 m nas regiões andinas em condições ecológicas que outras espécies não têm condições de sobreviver.O que aparece na fotografia descende duma linhagem da ilha da Madeira, onde comprei o fruto no mercado do Funchal, deu-se muito bem e chega a produzir flor no Inverno quando este é muito húmido. O sabor, próximo do maracujá roxo (Passiflora edulis), é também muito concentrado no fruto, sabendo melhor o sumo diluído em água.É uma trepadeira que cresce muito depressa, como a maioria dos maracujás tem um tempo de vida curto, 5 a 7 anos. Vale normalmente a grande quantidade de frutos que produz.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Granadilha (2)


Já aqui tinha falado da granadilha (Passiflora linguaris, Juss), a nova chamada tem a ver com o facto de finalmente ter desenvolvido fruto, ou seja, até aqui só dava flor, que caía, e nunca desenvolvia o fruto.

A novidade, pode ter diversas razões, o Outono quente, uma poda mais severa, ou ao desenvolvimento de outros maracujás perto dela.



Mas como dizia o meu avô:

Só podemos dizer que a colheita do trigo foi boa, quando estivermos a comer o pão

temos que esperar que o Inverno permita que os frutos vinguem.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

sábado, 17 de novembro de 2007

Papaia



A papaia, Carica papaya L., também conhecida por mamão, embora possa atingir 5 metros de altura, não é uma árvore é uma “erva gigante”, da ordem das Brassicales, a mesma ordem das nossas couves portuguesas.

O seu tronco é oco e a lenhificação do tronco só ocorre exteriormente numa camada fina da casca. Cresce muito rápidamente e tem uma vida curta.

Aproveita-se quase tudo desta planta, fruto sementes, folhas e raízes.

Um dos compostos mais utilizados extraídos desta planta é a papaina, que além de constar em muitos cremes de beleza é injectado em animais para abater, para amaciar a carne. Esta utilização, no modo artesanal, em Africa, consiste em enrolar a carne no frigorífico (quando o há) em folhas desta planta.

Se notarem nos tags, este post está incluído nos insucessos. Significa que nunca comi um fruto numa árvore plantada por mim.

A fotografia da papaieira que estão a ver é num terreno abandonado junto ao laboratório onde trabalho, um terreno antigo com os restos de obras que com a ajuda do jardineiro que leva para lá os corte de relva e caruma do pinheiro e o homem da máquina de café automática que vai deitando as borras de café, vai evoluindo em nutrientes.

Tem uma vantagem significativa, está virado a Sul e com os outros 4 pontos cardeais protegidos por um edifício de 4 pisos. Uma situação ideal para ter plantas tropicais. Este é um dos terrenos em que vou colocando os “restos” (excesso de plantas) do meu quintal.

As irmãs desta papaieira, na minha casa, apanharam uma espécie de fungo e perderam-se todas. Aqui vão com esta força, têm dois anos, já passaram um Inverno, o último que não foi muito frio.


Em tentativas anteriores a esta série, com as papaias, tem acontecido vários acidentes.

Metrológicos.

A geada pode queimar as folhas, se for muito persistente queima também o caule que é oco e a planta não tem recuperação.

O vento, se for muito forte, apanha o caule frágil e parte a árvore, como o caule é oco, dificilmente volta a rebentar.

Seca, em férias tempo quente e seco, principalmente no primeiro ano, pode secar a planta.

Outro tipo de acidente, existem a planta macho e a fêmea (em algumas espécies a folha da planta macho é mais rendilhada que a da fêmea). A planta que dá fruta é a planta fêmea, a macho só dá um cacho de flores.

Estive cinco anos em África e lá no quintal dos meus pais, várias vezes tentei plantar papaias, nasceram sempre e em grande número….sempre machos.

Entretanto a estrela das fotografias continua com flores e frutos vingados, falta a maturação, o que, nesta altura do ano, não acredito muito