Amador ...que ou o que ama ...que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não profissional ...que ou aquele que ainda não domina a actividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Maracujá banana
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Granadilha (2)

Já aqui tinha falado da granadilha (Passiflora linguaris, Juss), a nova chamada tem a ver com o facto de finalmente ter desenvolvido fruto, ou seja, até aqui só dava flor, que caía, e nunca desenvolvia o fruto.
A novidade, pode ter diversas razões, o Outono quente, uma poda mais severa, ou ao desenvolvimento de outros maracujás perto dela.

Mas como dizia o meu avô:
Só podemos dizer que a colheita do trigo foi boa, quando estivermos a comer o pão
temos que esperar que o Inverno permita que os frutos vinguem.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
sábado, 17 de novembro de 2007
Papaia

A papaia, Carica papaya L., também conhecida por mamão, embora possa atingir 5 metros de altura, não é uma árvore é uma “erva gigante”, da ordem das Brassicales, a mesma ordem das nossas couves portuguesas.
O seu tronco é oco e a lenhificação do tronco só ocorre exteriormente numa camada fina da casca. Cresce muito rápidamente e tem uma vida curta.
Aproveita-se quase tudo desta planta, fruto sementes, folhas e raízes.
Um dos compostos mais utilizados extraídos desta planta é a papaina, que além de constar em muitos cremes de beleza é injectado em animais para abater, para amaciar a carne. Esta utilização, no modo artesanal, em Africa, consiste em enrolar a carne no frigorífico (quando o há) em folhas desta planta.
Se notarem nos tags, este post está incluído nos insucessos. Significa que nunca comi um fruto numa árvore plantada por mim.
A fotografia da papaieira que estão a ver é num terreno abandonado junto ao laboratório onde trabalho, um terreno antigo com os restos de obras que com a ajuda do jardineiro que leva para lá os corte de relva e caruma do pinheiro e o homem da máquina de café automática que vai deitando as borras de café, vai evoluindo em nutrientes.
Tem uma vantagem significativa, está virado a Sul e com os outros 4 pontos cardeais protegidos por um edifício de 4 pisos. Uma situação ideal para ter plantas tropicais. Este é um dos terrenos em que vou colocando os “restos” (excesso de plantas) do meu quintal.
As irmãs desta papaieira, na minha casa, apanharam uma espécie de fungo e perderam-se todas. Aqui vão com esta força, têm dois anos, já passaram um Inverno, o último que não foi muito frio.
Em tentativas anteriores a esta série, com as papaias, tem acontecido vários acidentes.
Metrológicos.
A geada pode queimar as folhas, se for muito persistente queima também o caule que é oco e a planta não tem recuperação.
O vento, se for muito forte, apanha o caule frágil e parte a árvore, como o caule é oco, dificilmente volta a rebentar.
Seca, em férias tempo quente e seco, principalmente no primeiro ano, pode secar a planta.
Outro tipo de acidente, existem a planta macho e a fêmea (em algumas espécies a folha da planta macho é mais rendilhada que a da fêmea). A planta que dá fruta é a planta fêmea, a macho só dá um cacho de flores.
Estive cinco anos em África e lá no quintal dos meus pais, várias vezes tentei plantar papaias, nasceram sempre e em grande número….sempre machos.
Entretanto a estrela das fotografias continua com flores e frutos vingados, falta a maturação, o que, nesta altura do ano, não acredito muito
Alteia
A alteia, Althaea officinalis L., é uma planta que, embora espontânea em Portugal, tem a sua origem nas estepes asiáticas. Famosa nos mosteiros da Idade Média donde se evadiu para os campos, é citada e recomendada nos capitulares de Carlos Magno (779-789 DC).
Hoje ainda é bastante utilizada. Uma das suas propriedades mais citadas é a de acalmar a tosse. É incompatível com o álcool.
Em Portugal dá-se bem, chegando a secar no Inverno a parte aérea, mas voltando a rebentar na Primavera seguinte.
Da Europa foi exportada para os Estados Unidos, e é chamada: "planta dos Marshmallow".
O marshmallow é um doce que, tem um aspecto esponjoso e gelatinoso, actualmente muito popular entre as crianças, até em Portugal, entrando cá na classificação geral de gomas.
Hoje a base de fabrico é a gelatina, mas a receita clássica era feita com a seiva da raiz da alteia, em vez da gelatina.
Uma das especialidades, é as espetadas de marshmallow, em que se os espetam num pau e levam-se rapidamente ao lume provocando uma capa crocante.
Esta receita é outra que anda em lista de espera para ser feita e é no Outono que se devem apanhar as raízes.

