segunda-feira, 7 de maio de 2007

Absinto (2)

"...e, desiludido desta cruel vida, vim pedir ao absinto, no Boulevard, uma hora de esquecimento..."

Eça de Queirós, Os Maias

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Absinto (1)


Com vontade de recomeçar, mas pouco tempo.

Uma planta normalmente reconhecida por tóxica, devido a um componente na sua composição, a tuinona.

Absinto,também conhecido por losna ou sintro, é um dos nomes vulgares da Artemisia absinthium L..

segunda-feira, 5 de março de 2007

A Terra

Jean-Francois Millet (1814 - 75)
Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!

Miguel Torga

sexta-feira, 2 de março de 2007

Crassula


Em português não sei o nome vulgar, em Inglês, chamam-lhe: planta de Jade e planta do mel.
Crassula portulacea Gollum var. monstruosa.
Origem Àfrica do Sul

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Estou baralhado

Votar contra a introdução de metas nos biocombustíveis (!?)

Ask Europe’s Head of States to Say No to Biofuel Targets


Retirado de:
http://www.regenwald.org/protestaktion.php?id=138

Na cimeira de 8-9 de Março os primeiros-ministros/presidentes da União Europeia vão votar quanto à imposição de biocombustíveis.
Como sabem os biocombustíveis são produzidos a partir de material vegetal (desde milho a óleo de fritos) e permitem reduzir (em teoria!) o consumo de combustíveis fósseis e portanto ajudar os objectivos europeus quanto ao Protocolo de Quioto.

A indústria automóvel está a favor da obrigatoriedade de elevadas percentagens de biocombustíveis para a Europa porque assim pode ser que evitem a imposição de limites de velocidade (embutidos nos próprios carros) e a introdução de medidas exigentes de eficiência energética. Estas são as duas medidas que realmente são necessárias, mas claro que vão fugir quanto puderem. A indústria da engenharia genética está aqui metida na esperança de que os biocombustíveis signifiquem um grande novo mercado para as suas colheitas de Frankenstein.