sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Sem comentários


No sul da China numa povoação chamada Fumin, pintaram uma montanha de verde.

A agência oficial chinesa estima que o custo da pintura ficou em 470,000 yuan (46.600€), dinheiro mais que suficiente para a sua reflorestação.

Fico sem palavras

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

A flor que és


A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perere
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.

Fernando Pessoa- Odes de Ricardo Reis
Foto: Margarida - Calendula officinalis L.(Verão, 2006)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Macadâmia


Todos os anos tento comprar uma (e só uma) árvore nova, ia usar o termo “diferente” com hesitação, mas o sentido é esse.
Costumo ir visitando, ás vezes revisitando viveiros, e escolher “uma”, além do mais por uma questão de disciplina, o meu espaço é pequeno, e muitas vezes no acto da compra não sei bem onde a irei colocar, além das que tenho em fila de espera, por reprodução em sementes, em vasos.
De preferência será sempre uma árvore de fruto, aromática, ou seja, tem que ter mais qualquer coisa além da estética, da flor, ou do porte.
Este ano a escolha recaiu numa espécie arriscada, já a tinha visto no viveiro à dois anos, era uma espécie que não conhecia em Portugal. Mas estava no viveiro ao ar livre e aguentou já dois Invernos. Decidi experimentar.

Trata-se da noz da Austrália ou Macadâmia, outro pormenor é tratar-se da espécie Macadamia tetraphylla L.A.S. Johnson, pelo formato da folha a lembrar a folha do azevinho mas em ponto grande, a outra espécie, mais cultivada desta família é a M. integrifolia Maiden & Betche, sem os picos nas folhas. Aqui também algumas dúvidas, principalmente após pesquisas de imagens no google. Na fotografia não se vê bem, mas no local onde a folha ondula, existe um espinho no rebordo da folha.

Quando falei de espécie arriscada, referia-me à temperatura, o zero vegetativo desta espécie, em várias referências, varia entre +9ºC e -4ºC. Não sei em que condições ele é definido, mas os +9ºC como limite mínimo, não é de certeza

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

A grande floresta

Jacob van Ruisdael (1629-1682)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Graviola




Mais uma vítima do frio, a graviola, Annonna muricata L..

Neste ponto, da germinação já tinha falhado duas vezes com esta espécie. Desta vez fiz uma mistura em parte iguais de areia, turfa e terra argilosa com um pouco de estrume de cavalo bem curtido, o vaso esteve sempre à sombra. Germinaram bem, mas só em finais de Maio, ou seja com tempo quente.

Esta espécie não é de maneira nenhuma indicada para o nosso clima, é uma planta típica de clima tropical húmido.
O meu interesse nesta planta é tentar a enxertia na A. cherimola, que se dá bem no nosso clima, na tentativa de mlhorar os frutos, já que o
fruto esta anona tem em média três quilos, chegando a ser referidos frutos com 7 kg. É referido também, que o sabor não é tão bom como na A. cherimola, embora nunca tenha provado este fruto.
O meu lado optimista diz que os pequenos troncos ainda não estão completamente secos e a temperatura mínima começou a subir.