No caso da fotografia acima , é o estado em que está parte da sementeira do maboque . Pensei que poderia sobreviver cá, mas foi a primeira tentativa (é o meu lado optimista).
Amador ...que ou o que ama ...que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não profissional ...que ou aquele que ainda não domina a actividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Massala ou Maboque
No caso da fotografia acima , é o estado em que está parte da sementeira do maboque . Pensei que poderia sobreviver cá, mas foi a primeira tentativa (é o meu lado optimista).
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Um modo de plantar mangas
Quando comecei a tentar reproduzir mangas, Mangifera indica L., a partir de sementes, tive muitos fracassos.
Nas primeiras tentativas. enterrava o caroço e esperarava, ou seja só uma vez a planta se desenvolveu e acabou por morrer, nunca se desenvolveu minimamente. Uma das razões para isso acontecer, era devido ao facto de deixar secar o caroço antes de semear.
No nosso clima, esse processo é normal, as plantas produzem sementes para serem semeadas na Primavera seguinte. As sementes desenvolvem-se em tempo seco, Verão, e esperam pela época em que vai voltar a aquecer e haver disponibilidade de água.
Algumas plantas do clima tropical, desenvolveram outra táctica, no período quente em que elas amadurecem, existe também grandes quantidades de água disponíveis, a que se segue um período de seca, e aproveitam a altura do desenvolvimento da semente para germinarem logo após a sua maturação. Existe portanto um período de viabilidade da semente muito curto. No caso da manga é cerca de 1 a 2 semanas, conforme as referências, pode-se aumentar esse período mantendo a semente húmida. Basicamente o caroço não pode secar.
Comi uma manga particularmente doce, comprada num supermercado, normalmente apanho desgostos com as mangas, muitas vezes penso que é por serem apanhadas demasiado verdes e sofrerem com o transporte em câmaras frigoríficas. Resolvi semeá-la, embora a altura não seja das melhores. Segue-se o processo que utilizo hoje com algum sucesso.
Comi uma manga particularmente doce, comprada num supermercado, normalmente apanho desgostos com as mangas, muitas vezes penso que é por serem apanhadas demasiado verdes e sofrerem com o transporte em câmaras frigoríficas. Resolvi semeá-la, embora a altura não seja das melhores. Segue-se o processo que utilizo hoje com algum sucesso.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Banana (2)
Já tive muitas desilusões até chegar à fotografia do post anterior.
A primeira foi uma doença que me dava nos cachos iniciais em que as bananas ficavam com metade polpa, metade cortiça, parece que se chama "charuto da banana", e acontecia mais numa variedade chamada banana pão. Tive que limpar o terreno dessa bananeira e queimar raízes para ver se o fungo ou bactéria que a provocava desaparecia.
A melhor solução foi ter optado pela banana da Madeira, mas nos primeiros pés, quando aparecia a flor com o cacho o peso era tanto que o cacho caía e partia a planta antes de estar minimamente formado. Ou seja quando aparece o cacho é preciso arranjar um apoio para segurar o cacho, senão com o peso parte a bananeira.
Outro problema, Invernos em que apareciam geadas muito cedo e as bananeiras ficavam completamente queimadas, sem os cachos atingirem a maturação necessária.
Um processo para ajudar o desenvolvimento da bananeira é quando o tempo começa a aquecer, se sofreu muito com o Inverno, e não se desenvolve bem, deve-se fazer o que em África se designa por “capar” a bananeira, que consiste em cortá-la a um palmo do chão para começar a desenvolver com força, já fiz a experiência com duas, uma “capei-a” e a irmã ao lado não, e a que foi capada desenvolveu-se muito mais depressa.
A primeira foi uma doença que me dava nos cachos iniciais em que as bananas ficavam com metade polpa, metade cortiça, parece que se chama "charuto da banana", e acontecia mais numa variedade chamada banana pão. Tive que limpar o terreno dessa bananeira e queimar raízes para ver se o fungo ou bactéria que a provocava desaparecia.
A melhor solução foi ter optado pela banana da Madeira, mas nos primeiros pés, quando aparecia a flor com o cacho o peso era tanto que o cacho caía e partia a planta antes de estar minimamente formado. Ou seja quando aparece o cacho é preciso arranjar um apoio para segurar o cacho, senão com o peso parte a bananeira.
Outro problema, Invernos em que apareciam geadas muito cedo e as bananeiras ficavam completamente queimadas, sem os cachos atingirem a maturação necessária.
Um processo para ajudar o desenvolvimento da bananeira é quando o tempo começa a aquecer, se sofreu muito com o Inverno, e não se desenvolve bem, deve-se fazer o que em África se designa por “capar” a bananeira, que consiste em cortá-la a um palmo do chão para começar a desenvolver com força, já fiz a experiência com duas, uma “capei-a” e a irmã ao lado não, e a que foi capada desenvolveu-se muito mais depressa.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Banana
Um cacho de bananas, apanhado esta semana, não viesse aí a onda de frio, nessa altura ou se apanha o cacho ou tenta-se proteger com um plástico, mas este já está bem formado e já apareceu uma banana a ficar amarela, altura ideal para a apanha. Este deve ter cerca de 20Kg, o meu recorde com este tipo de bananeira foi 35Kg.
A sistemática das bananeiras pode dar a origem a várias confusões, assim como a uma incerteza na classificação. A classificação que vou dar a esta bananeira é baseada no facto de ser filha duma das bananeiras da ilha da Madeira, ou Bananeira Anã e aí ser consensual a classificação.
Os nomes científicos que durante muito tempo serviram de referência, Musa nana, Musa paradisíaca, Musa cavendish, Musa sapientum, etc., tendem a deixar de ser usados, porque o que existem hoje são cultivares e clones, os cultivares devem ser classificadas em função da sua ploidia (número de cromossomas presentes na célula) e referenciados em função da contribuição das espécies selvagens (classificação de Simmonds 1996) que lhes deram origem, definindo-se dois genomas dominantes
Genoma A da Musa acuminata Colla
Genoma B da Musa balbisiana Colla
Assim a Bananeira Anã, seria uma Musa, Dwarf cavendish, do grupo AAA (3n=33), subgrupo cavendish.
Haveria muito que contar acerca da bananeira e da banana, hoje vou ficar por duas referências bíblicas.
Há quem diga que o enorme cacho que os israelitas foram buscar à planície e que só dois homens o conseguiram carregar, como é citado na Bíblia seria afinal um cacho de bananas. Na mesma linha, na Idade Média, os cristãos chamavam à bananeira Pomum paradisi (maçã do paraíso), e segundo outros seria aquela a fruta estranha que levou Eva a prová-la (No Génesis Deus dá o domínio ao homem “de todas as árvores que dão fruta com semente”, havendo uma árvore com um fruto proibido, esse não deveria ter semente, pela lógica, outro concorrente será o figo, e não a maça tão estilizada)
Em relação ao cultivo, o zero vegetativo da parte aérea, na referência que encontrei mais séria, situa em -2ºC, sendo eliminada a parte aérea, podendo mesmo assim poder produzir novos rebentos quando a temperatura aquecer, o problema é o tempo que vai desde o crescimento da planta até o cacho estar pronto para colher, é quase um ano.
Outra questão importante é a gestão dos rebentos, deve-se usar o princípio mãe-filha-neta, ou seja ter três rebentos de idades diferentes e não deixar crescer 6 ou 7 no mesmo ano, como às vezes acontece, existindo, devem deslocar-se para outro lado, assim existe uma vantagem em concentrar grande parte do vigor num único cacho.
Bibliografia – Fruticultura tropical, J.Mendes Ferrão, Vol. II, IICT, 2001
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