segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Granadilha



Esta é uma das plantas com que mantenho uma guerra, este ano produziu flores pela primeira vez, mas estão a cair sem fixar o fruto.
A granadilha, é uma espécie de maracujá, (Passiflora linguaris, Juss) que aparece com pouca frequência à venda nos hipermercados no local das frutas tropicais, embora seja um fruto subtropical, a fruto da foto em baixo foi adquirido aí, e a planta nasceu por sementes.

Esta planta suporta bem o Inverno, passando por piores momentos no Verão, e,m que o crescimento praticamente para, Neste Outouno quente, tem sido uma maravilha vê-la crescer.

Em termos de qualidade de fruto, este para mim é o mais saboroso dos maracujás, podendo-se comer ao natural, não apresentando o travo muito forte do maracujá roxo (P. edulis), que é muito agradável para sumos.



quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Physalis

A classificação desta planta da família das Solanaceae, embora não me apresente dúvidas quando ao género, Physalis, já em relação à espécie, não tenho certeza. Mas para já fica Physalis peruviana L..
É originário da região andina da América do Sul, acima dos 3000m de altitude, da Venezuela ao Chile.
É da família dos tomates, embora não se comporte como planta anual, aguenta bem 3 pou 4 anos neste clima, e provavelmente mais mas o tronco começa a ficar muito lenhoso e a a aparecerem parasitas. Nascem sempre plantas novas todos os anos, devido à queda de frutos não aproveitados. No Inverno, os ramos novos vão-se queimando com o frio.
O fruto maduro tem um perfume agradável e é rico em vitamina A, a pele é amarga, deve-se comer com a cor próxima do da fotografia. O exemplar da fotografia já estava quase enterrado, tem-se que esperar um tempo até que a cápsula fique com este aspecto rendilhado

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

A ilha dos Amores

 



















Paisagem com colinas. Manuscrito de una Antología persa de sete poetas, fechado em Behbehán (Fars) em 1398.Museu de Istambul, Paisagem de Xvarnah, Antologia persa, 1398

Ao longo da água o níveo cisne canta,
Responde-lhe do ramo filomela
CantoIX, 63

Três formosos outeiros se mostravam
Erguidos com soberba graciosa,
Que de gramíneo esmalte se adornavam
CantoIX, 54

Claras fontes e límpidas manavam
Do cume, que a verdura tem viçosa
CantoIX, 54

Num vale ameno que os outeiros fende
Vinham as claras águas ajuntar-se
Onde uma mesa fazem que se estende
CantoIX, 55

Arvoredo gentil sobre ele pende
CantoIX, 55

Mil árvores estão ao céu subindo
Com pomos odoríferos e belos
CantoIX, 56

.......
Lusiadas, Luis de Camões 1572

Descobri um livro de António Telmo "Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões". Faz-se aqui uma entrada nos Lusiadas que não imaginava... Mas para este post, é realmente estranha a coincidência, entre as estrofes de Camões e a pintura persa, com quase 200 anos de diferença

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Feijão mucuna

Trouxeram-me do Brasil dois tipos de sementes de feijão, o feijão porco, Canavalia ensiformis e o fejão mucuna, Mucuna pruriens.
A utilidade destes feijões não era na alimentação, informaram-me que não se podiam comer, mas sim servirem de adubo verde, têm sido plantados com sucesso no Brasil para esse efeito.
Plantei ambos em Maio, o feijão porco, desenvolveu-se bem e tem vagens enormes (para outro post), o feijão mucuna, até Setembro deve ter dado 2 ou 3 folhas, pensei que não passava dali, vieram as primeiras chuvas e começou a crescer um pouco mais.

Vieram estas chuvadas de final de Outubro, princípios de Novembro, e aqui, penso que a temperatura teve efeito, e o feijão mucuna começa a desenvolver-se muito rapidamente.
Uma das fortes razões para usarem em adubação verde é o enorme sistema radicular, que se desenvolve muito e o seu apodrecimento em profundidade, aumenta o teor de matéria orgânica no solo.
Até que chegou ao momento em que deu flor (na fotografia). Aqui colocou-se um problema que ainda não tinha analisado que era o caso de ser infestante ou não ou se, não se podendo comer, que tipo de toxidade apresentava.
Ao pesquisar no google por mucuma pruriens, verifiquei que este feijão era um cocktail químico imenso. O aspecto negativo, o facto de ser consumido como droga, embora tenha aspectos positivos, conseguiram seleccionar um fármaco a partir dele para a doença de Parkinson, é usado como antídoto para a picadela de cobras, além de ser “um potente afrodisíaco”.
Resumindo, não vai passar da flor, no final, descobri que as vagens adultas ficam cobertas de pelos e estes são irritantes e tóxicos, tenho os morangueiros debaixo dele, e estão a dar morangos agora.

sábado, 11 de novembro de 2006

Finalmente

Não sei se é deste Outono quente, o que até nem devia ser razão, mas consegui finalmente que a feijoa desse frutos.
A feijoa, acca sellowiana, (O.Berg) Burret, da família das Myrtaceae, conhecida também por goiaba-serrana e goiaba abacaxi.
É originária do sul do Brasil, em clima subtropical. Existem exemplares no Porto, e o Paulo Araújo já me fez o favor de enviar sementes dum exemplar, que já germinaram e recomendam-se. Mas ainda não foram estas que deram fruto.
A razão do finalmente é que é uma árvore que já "me dá luta" há cerca de 7 anos, floresce bastante mas os frutos nunca os vi.
O facto de darem bastante flores, tem outra vantagem, é que as pétalas são carnudas e têm um sabor muito bom, no Brasil Há quem diga que a polinização é feita por pássaros, que vão comer as pétalas e assim permitem a fecundação das flores,

A feijoa teve até há pouco tempo o nome científico de Feijoa sellowiana. O nome feijoa vem por homenagem a um português nascido no Brasil, João da Silva Feijó (sec. XVIII), director do Museu de História Natural de S. Sebastião no Brasil, A parte do nome sellowiana é uma homenagem ao coleccionador inglês Sellow que descobriu esta fruta no Estado do Rio Grande do Sul no Brasil.