terça-feira, 14 de novembro de 2006

Feijão mucuna

Trouxeram-me do Brasil dois tipos de sementes de feijão, o feijão porco, Canavalia ensiformis e o fejão mucuna, Mucuna pruriens.
A utilidade destes feijões não era na alimentação, informaram-me que não se podiam comer, mas sim servirem de adubo verde, têm sido plantados com sucesso no Brasil para esse efeito.
Plantei ambos em Maio, o feijão porco, desenvolveu-se bem e tem vagens enormes (para outro post), o feijão mucuna, até Setembro deve ter dado 2 ou 3 folhas, pensei que não passava dali, vieram as primeiras chuvas e começou a crescer um pouco mais.

Vieram estas chuvadas de final de Outubro, princípios de Novembro, e aqui, penso que a temperatura teve efeito, e o feijão mucuna começa a desenvolver-se muito rapidamente.
Uma das fortes razões para usarem em adubação verde é o enorme sistema radicular, que se desenvolve muito e o seu apodrecimento em profundidade, aumenta o teor de matéria orgânica no solo.
Até que chegou ao momento em que deu flor (na fotografia). Aqui colocou-se um problema que ainda não tinha analisado que era o caso de ser infestante ou não ou se, não se podendo comer, que tipo de toxidade apresentava.
Ao pesquisar no google por mucuma pruriens, verifiquei que este feijão era um cocktail químico imenso. O aspecto negativo, o facto de ser consumido como droga, embora tenha aspectos positivos, conseguiram seleccionar um fármaco a partir dele para a doença de Parkinson, é usado como antídoto para a picadela de cobras, além de ser “um potente afrodisíaco”.
Resumindo, não vai passar da flor, no final, descobri que as vagens adultas ficam cobertas de pelos e estes são irritantes e tóxicos, tenho os morangueiros debaixo dele, e estão a dar morangos agora.

sábado, 11 de novembro de 2006

Finalmente

Não sei se é deste Outono quente, o que até nem devia ser razão, mas consegui finalmente que a feijoa desse frutos.
A feijoa, acca sellowiana, (O.Berg) Burret, da família das Myrtaceae, conhecida também por goiaba-serrana e goiaba abacaxi.
É originária do sul do Brasil, em clima subtropical. Existem exemplares no Porto, e o Paulo Araújo já me fez o favor de enviar sementes dum exemplar, que já germinaram e recomendam-se. Mas ainda não foram estas que deram fruto.
A razão do finalmente é que é uma árvore que já "me dá luta" há cerca de 7 anos, floresce bastante mas os frutos nunca os vi.
O facto de darem bastante flores, tem outra vantagem, é que as pétalas são carnudas e têm um sabor muito bom, no Brasil Há quem diga que a polinização é feita por pássaros, que vão comer as pétalas e assim permitem a fecundação das flores,

A feijoa teve até há pouco tempo o nome científico de Feijoa sellowiana. O nome feijoa vem por homenagem a um português nascido no Brasil, João da Silva Feijó (sec. XVIII), director do Museu de História Natural de S. Sebastião no Brasil, A parte do nome sellowiana é uma homenagem ao coleccionador inglês Sellow que descobriu esta fruta no Estado do Rio Grande do Sul no Brasil.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Mirtilo da Nova Zelândia



A Eugenia myrtifolia da família das mirtaceae, é originária da Nova Zelândia.
O nome vulgar, na Nova Zelândia é mirtilo vermelho.
O arbusto da fotografia foi comprado pequeno num viveirista, é uma planta que agora aparece facilmente como ornamental nos viveiristas. Aguenta muito bem o Inverno e para grande espanto meu até o vento.
O fruto é comestível embora com uma textura esponjosa e com um sabor esquisito.
É usado na origem para fazer compotas e doces.
O melro (turdus merula), aprecia bastante os frutos, não se importando com a origem.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Cada pessoa que nasce

deve ser orientada para não desanimar
com o mundo que encontra à sua volta.

Porque cada um de nós é um ente extraordinário,
com lugar no céu das ideias...
seremos capazes de nos desenvolver,
de reencontrar o que em nós é extraordinário,
e tranformaremos o mundo."
Agostinho da Silva (1985)

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Groselha dos Açores (?)


Trouxeram-me este ramo, duma árvore perto de Setúbal.
A conversa tinha começado sobre um fruto em forma de baga, a que chamavam groselha dos Açores, desconhecia-a. Procurei na net, e a referência que encontrava sobre a groselha dos Açores ou uva do mato dizia respeito ao Vaccinium cylindraceum.
Após trazerem este ramo vi que não podia ser o V. cylindraceum, tanto pela folha como pela forma do fruto.
Tenho um colega dos Açores a quem mostrei o ramo ele disse logo "Oh. groselhas! Mas ainda estão verdes, devem ficar mais escuras", mesmo assim provou deliciado algumas. Realmente neste ponto já estão comestíveis, mas ácidas, como as normais groselhas quando estão maduras.
Voltando a quem me trouxe o ramo, diz que as suas duas netas de 7 e 9 anos quando as "groselhas" estão maduras, são capazes de passar uma a duas horas empoleiradas na árvore a comê-las, parece que a roupa é que não fica nas melhores condições.
Ou seja, é um fruto comestível e apreciado, eu desconheço, se alguém souber ajudar na classificação agradeço.