Trouxeram-me do Brasil dois tipos de sementes de feijão, o feijão porco, Canavalia ensiformis e o fejão mucuna, Mucuna pruriens.A utilidade destes feijões não era na alimentação, informaram-me que não se podiam comer, mas sim servirem de adubo verde, têm sido plantados com sucesso no Brasil para esse efeito.
Plantei ambos em Maio, o feijão porco, desenvolveu-se bem e tem vagens enormes (para outro post), o feijão mucuna, até Setembro deve ter dado 2 ou 3 folhas, pensei que não passava dali, vieram as primeiras chuvas e começou a crescer um pouco mais.
Vieram estas chuvadas de final de Outubro, princípios de Novembro, e aqui, penso que a temperatura teve efeito, e o feijão mucuna começa a desenvolver-se muito rapidamente.
Uma das fortes razões para usarem em adubação verde é o enorme sistema radicular, que se desenvolve muito e o seu apodrecimento em profundidade, aumenta o teor de matéria orgânica no solo.
Até que chegou ao momento em que deu flor (na fotografia). Aqui colocou-se um problema que ainda não tinha analisado que era o caso de ser infestante ou não ou se, não se podendo comer, que tipo de toxidade apresentava.
Ao pesquisar no google por mucuma pruriens, verifiquei que este feijão era um cocktail químico imenso. O aspecto negativo, o facto de ser consumido como droga, embora tenha aspectos positivos, conseguiram seleccionar um fármaco a partir dele para a doença de Parkinson, é usado como antídoto para a picadela de cobras, além de ser “um potente afrodisíaco”.
Resumindo, não vai passar da flor, no final, descobri que as vagens adultas ficam cobertas de pelos e estes são irritantes e tóxicos, tenho os morangueiros debaixo dele, e estão a dar morangos agora.


