É conhecida nos
países anglo-saxónicos como Sweet Annie, originária da Ásia, e mais
provavelmente da China onde é conhecida por qinghao. È mencionada no Chinese
Handbook of Prescriptions for Emergency Treatments do ano 340 AC para o
tratamento de febres.
Actualmente é
considerada muito eficaz no combate à malária.
Referem vários
autores que está aclimatizada em países como a Espanha e França, por cá em
Portugal, nunca a vi, e gostava de saber se já alguém a viu.
O seu princípio
activo, a artemisinina (referido formalmente como arteannuin e como qinghaosu
na China) encontra-se principalmente nos tricomas existentes nas cavidades
das folhas inflorescências, são uma espécie de glândulas de armazenamento. O
composto referido, existe 4 a 11 vezes mais nos tricomas das inflorescências em
relação aos das folhas Estas glândulas crescem e quando atingem a maturidade
produzem uma descarga nos tecidos adjacentes e a artemisinina é recombinada com
outros produtos. A recolha deve ser feita antes deste processo.
Há cerca de dez
anos a Organização Mundial de Saúde recomendou que as terapias usadas nos
países mais flagelados pela malária incluíssem a artemisinina.
Existe
actualmente um fármaco derivado da Artemisia annua registado em África
com o nome Paluther.
Existem algumas confusões, para mim , na classificação desta planta,
principalmente o agrupamento, mas mais também por causa da classificação de
outras artemisias.
Esta artemisia pertence à tribo Anthemideae das Asteroideae, uma sub-família
das Asteraceae, da família das Compositae.
Várias abordagens taxionómicas têm subdividido o género Artemisia em
várias secções sub genéricas; A. annua tem sido considerada na subsecção
Absinthium (Hall and Clements 1923) ou numa subsecção combinada Artemisia
(Absinthium + Abrotanum). (Poljakov 1961, Yeou-ruenn 1994).