sábado, 1 de julho de 2006

Espinafre da Nova Zelândia



Esta espécie, Tetragonia expansa, que apresento aqui , pertence à família Aizoaceae. É bastante resistente à falta de água e faz uma boa cobertura do solo, impedindo as infestantes de se desenvolver.

O espinafre conhecido como o verdadeiro é o Spinacia oleracea L. da família Chenopodiaceaee, originário da Ásia. Foi este que deu origem ao mito da série do Popey, embora o efeito dos espinafres no célebre marinheiro, tenha tido como base um erro de divulgação científica em que a percentagem de Ferro neste espinafre vinha majorada 10 vezes em relação ao valor real.

Os outros espinafres, africanos, da família das Amaranthaceae têm várias espécies que são cultivadas, entre elas o Amaranthus cruentus L. (syn. A. hibridus L.) e o Celosia argentea. Há registos pré históricos da sua cultura.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Papoila da califórnia














De seu nome científico Eschscholtzia californica,Cham. originária do Oeste dos EUA, uma das flores que menos trabalho dá a germinar e a desenvolver-se, adaptando-se a muitos tipos de terra, daí talvez também algum cuidado ao tentar plantar fora de um jardim delimitado.

Achei esquisito o nome para uma flor tão simples e tão bela e fui tentar saber porquê.
O nome do género foi dedicado pelo botânico A. von Chamisso ao naturalista e professor de zoologia estoniano Johann Friedrich Gustav von Eschscholtz (1793-1831), pelo seu trabalho na classificação de novas espécies durante a expedição O.von Kotzebue ás ilhas do pacifico onde elaborou um atlas de zoologia.

Pertencendo à família das Papaveraceae, embora não contendo taxas de alcalóides como a papoila do ópio, é usada em veterinária para tratamento de estados excitados dos animais.

Nome comum : Papoila da california

Nome cientifico:Eschscholtzia californica,Cham.

Família: Papaveraceae

Origem: Oeste dos EUA

Utilização: Ornamental, medicinal

Fotos: Propria

Cuidados culturais :nenhuns

Sementeira :Na Primavera

Longevidade das sementes

Tempo de germinação -



quinta-feira, 29 de junho de 2006

Couve rábano


















É a primeira vez que tentei semear a couve rábano , e para minha surpresa resultou bem. Pode-se comer crua servir para a base da sopa ou comer cozida, tem um sabor menos activo que o nabo. Necessita de ser plantada ao sol e aguenta bem a secura.

Nome comum: Couve rábano

Nome cientifico: Brassica oleraceae L. var. gongyloides L. Var Roxa de Viena

Família: Brassicaceae

Origem:

Utilização: Legume

Fotos: Propria

Cuidados culturais: amontoa à volta do caule

Sementeira: em viveiro de Fevereiro a Outubro

Longevidade das sementes – 5 anos

Tempo de germinação:6 -7 dias

terça-feira, 27 de junho de 2006

Brincos de princesa












Este arbusto, conhecido como Brincos de princesa, da família das Onagraceae tem muitas espécies e variedades adaptadas em Portugal. Penso, e tenho muitas dúvidas, que este é a Fuchsia magellanicase alguém tiver outra sugestão, agradeço.

O fruto é considerado comestível, mas dizem que não é muito saboroso. Ainda não o provei, e estou a pensar se o provo ou não. Outra sugestão dada é fazer sumo dos frutos, se alguém provou, diga se é bom.

Nome comum : Brincos de princesa

Nome cientifico: Fuchsia magellanicase

Família:Onagraceae

Origem: Peru até à Terra do Fogo

Utilização: Ornamental, Os frutos são comestíveis

Fotos: Propria





























sexta-feira, 23 de junho de 2006

Artemisia annua








É conhecida nos países anglo-saxónicos como Sweet Annie, originária da Ásia, e mais provavelmente da China onde é conhecida por qinghao. È mencionada no Chinese Handbook of Prescriptions for Emergency Treatments do ano 340 AC para o tratamento de febres.
Actualmente é considerada muito eficaz no combate à malária.

Referem vários autores que está aclimatizada em países como a Espanha e França, por cá em Portugal, nunca a vi, e gostava de saber se já alguém a viu.
O seu princípio activo, a artemisinina (referido formalmente como arteannuin e como qinghaosu na China) encontra-se principalmente nos tricomas existentes nas cavidades das folhas inflorescências, são uma espécie de glândulas de armazenamento. O composto referido, existe 4 a 11 vezes mais nos tricomas das inflorescências em relação aos das folhas Estas glândulas crescem e quando atingem a maturidade produzem uma descarga nos tecidos adjacentes e a artemisinina é recombinada com outros produtos. A recolha deve ser feita antes deste processo.

Há cerca de dez anos a Organização Mundial de Saúde recomendou que as terapias usadas nos países mais flagelados pela malária incluíssem a artemisinina.
Existe actualmente um fármaco derivado da Artemisia annua registado em África com o nome Paluther.

Existem algumas confusões, para mim , na classificação desta planta, principalmente o agrupamento, mas mais também por causa da classificação de outras artemisias.
Esta artemisia pertence à tribo Anthemideae das Asteroideae, uma sub-família das Asteraceae, da família das Compositae.
Várias abordagens taxionómicas têm subdividido o género Artemisia em várias secções sub genéricas; A. annua tem sido considerada na subsecção Absinthium (Hall and Clements 1923) ou numa subsecção combinada Artemisia (Absinthium + Abrotanum). (Poljakov 1961, Yeou-ruenn 1994).