segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Em Cabo Verde

Extractos de uma reportagem do Diário de Notícias de hoje

...Há sempre festa quando o milho tem nove folhas...

...Choveu ontem e a terra está molhada. É o quanto basta para o sorriso desdentado de Gustinho se rasgar de uma ponta à outra...

...Na manhã seguinte, vão levantar-se bem cedo. Antes do Sol acordar já estarão nas montanhas a vigiar os campos de cultivo. Gustinho Trindade explica que irá contar, mais uma vez, quantas folhas rebentaram entretanto no milho e no feijão. Não é que ele não saiba de cor tudo o que acontece na sua plantação. A contagem foi feita ontem, hoje e repete-se todos os dias. "Nem sei por que é que faço sempre isso. Se calhar, é porque custa a acreditar que está tudo a crescer tão bem e tão bonito", explica. Este ano, a terra de Cabo Verde foi generosa...

...Mas, depois, as palavras do Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, começam a fazer algum sentido "O melhor recurso natural desta terra são os seus homens”...


Um testemunho vindo do terceiro mundo, ou melhor de um país que deixou de pertencer ao terceiro mundo e já está no grupo dos países de “desenvolvimento médio”, só que continuamos a viver num Mundo onde o que é importante é onde se nasce. Mas a massa de que somos feitos é a mesma (diga-se, herança genética, potencialidade intelectual, habilitações técnicas, capacidade de ser feliz e sorrir).

Muitas perguntas ficam no ar...

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Goiaba


Goiaba.jpg 
 
 A goiabeira, Psidium guajava L., pertence à família Myrtaceae.
 É um arbusto ou árvore de pequeno porte que pode atingir 3 a 6 m de altura, tronco tortuoso, folhas opostas que se desprendem do ramo quando amadurecem.
As flores são brancas, hermafroditas, isoladas ou em grupos de 2 ou 3, situando-se nas axílas das folhas e nas brotações de ramos maduros.
A fecundação provém de polinização cruzada (abelha/Apis principal polinizador).
O fruto é uma baga com tamanho, forma e coloração de polpa variada, bastante rico em vitamina C (Vit. C -200-300 mg/por fruto), a UNESCO, chegou a sugerir a plantação de goiabeiras junto de populações subdesenvolvidas com carência de vitamina C para superar o problema, trata-se de uma planta rústica e que se dá bem em climas subtropicais, tem um senão em climas tropicais húmidos, pode-se tornar uma praga como acontence no Hawai onde foi introduzida sendo hoje uma infestante.
Tem um teor elevado de pectina e ácido cítrico, sendo, por essa razão muito usada no fabrico de geleias e marmeladas.
Esta fotografia é duma goiabeira na zona de Lisboa e promete, mas como dizia o meu avô, só podes dizer que a colheita do trigo é boa quando estiveres a comer o pão.

sábado, 27 de agosto de 2005

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Bachelard


“la nature, on commence par l’aimer sans la connaître, sans la
bien voir, en réalisant dans les choses un amour qui se fonde ailleurs.
Ensuite, on la cherche en détail parce qu’on l’aime en gros, sans savoir
pourquoi.”

Bachelard, 1983, p. 155

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Camarinhas


Corema.jpg 
foto http://www.horta.uac.pt 

A camarinha (Corema album) ou camarinheira é um arbusto da família das Empetraceae, é endémico em Portugal.
Frequente em sistemas dunares ou em matas baixas dos pinheirais. Produz um fruto comestível e a sua rama liberta um cheiro semelhante ao mel.
É outro arbusto que poderia ser adaptado como ornamental, mas muito pouco visto sem ser no seu estado natural.
Existe uma cantiga popular antiga que lhe faz honra, e fiquei com interesse em saber se o Senhor da Pedra existe, e se existe se ainda existem por lá camarinhas. 

Fostes ao Senhor da Pedra
Minha rica Mariquinhas...
Nem por isso me trouxestes
Um ramo de camarinhas.
Hei-de ir ao Senhor da Pedra
Para colher as camarinhas...
Mas, meu amor, é de lá
Já mas tinha apanhadinhas.
Fui ao mar às camarinhas
E cacei um camarão...
(coro)
Ai sim, camarinha, ai sim!
Ai sim, camarinha, ai não!
Ai sim, camarinha, ai sim!
Camarinha, ai sim!
Camarinha, ai não