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terça-feira, 30 de maio de 2017

Embalagem ecológica

Folha de couve, junça para uma dúzia de pés de segurelha anual (Satureja hortensis L)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Orégão




Orégão e a alegria da montanha.

A palavra orégão com que designamos a erva aromática, que cresce espontaneamente e é muito utilizada como tempero na culinária, esconde uma origem muito simpática.

O termo orégão vem do grego e é formado por oros que remete para montanha e daí a orografia que é o estudo descritivo das montanhas e em orégãos há ainda a palavra grega ganos, que remete para cintilar, mas também para júbilo, alegria.

Orégão e assim a alegria da montanha.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Rosmaninho





Fotografei este rosmaninho, (Lavandula stoechas não sei se da sub-espécie luisieri, ou stoechas) na serra de Sintra, Tapada do Saldanha.
A particularidade dos rosmaninhos na serra de Sintra, é que crescem na meia sombra, são tipos quase rasteiros, poucas flores e um crescimento assimétrico.
Cheiram a rosmaninho, mas quando os comparo com os que crescem no Alentejo parecem quase plantas diferentes.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Nem todo o mato é orégãos.


Assumia esta frase como um provérbio popular, até esta descoberta:
Quinta-feira, 10 de Julho de 1880 ,  Diário de Notícias,
Detalhe curioso, na edição de 10, o Diário de Notícias publica uma carta do poeta (Luis de Camões) – ele mesmo – em que este se lamenta de não ter notícias “d’essa terra” e escreve:

“d’ante mão vos pago com novas d’esta, que não serão más no fundo de uma arca para aviso de alguns aventureiros que cuidam que todo o mato é orégãos e não sabem que cá e lá más fadas ha.”

Texto de Abel Coelho de Morais, DN, As festas do tricentenário da morte de Camões - 16/10/2014

A fotografia é a espécie que classifico como Origanum vulgare, a fotografia do post anterio seria O. Virens ou a subespécie aí referida. Esclarecimentos são bem vindos.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Está na hora de os apanhar


Está na altura de apanhar os orégãos, mais uns dias de sol forte e começam a ficar queimados, as sépalas a passar do verde-claro para castanho e perde-se uma grande parte do aroma. 

O termo Origanum vem dos gregos, de oros e ganos, que significa a alegria das montanhas.

Existem duas espécies que se distinguem pelo habitat em que vivem
O Origanum. virens  ( ou Origanum vulgare L. subsp. virens (Hoffmanns. & Link) Bonnier & Layens)  cresce em sítios secos e áridos, margens de campos cultivados e sebes. A flor é sempre branca. Classifico este como sendo o que é espontâneo em Portugal.


O Origanum vulgare cresce em sítios frescos, margens de ribeiros e de campos cultivados. Normalmente é a espécie que é comercializada podendo a flor ser branca, vermelho purpurascente e rosada, ou matizes entre estes tons. As plantas do O. Vulgare podem apresentar acentuada variabilidade morfológica, sobretudo na inflorescência, devido à origem diversa das plantas adquiridas no comércio. Existem também já vários cultivares (1) desta espécie,
clinkle leaf- folhas douradas e encaracoladas e aromáticas,
variegatum – folhas verdes levemente aromáticas e manchadas de dourado,
aureum – folhas ligeiramente aromáticas, que se enrugam à luz directa do sol, ~
compact  pink flowered – folhas verdes escuras de aroma forte e penetrante, fascículos compactos, cor de rosa escuros.

A composição química de cada uma das espécies é muito próxima e parece não depender tanto da variedade em si, mas sim da constituição do solo em que crescem.
Será talvez um dos melhores anti-sépticos naturais conhecidos, devido ao elevado teor em timol e carvacrol (em seco). Utiliza-se como expetorante, no tratamento de problemas respiratórios, como asma ou bronquite. Em infusão pode combater a tosse, dores de cabeça de origem nervosa e irritabilidade, tendo também propriedades antiespamódicas e digestivas.(2)


A sua aplicação como erva aromática é variada, a começar pelo gaspacho Alentejano a acabar nas pizzas em Itália… mas demos a voz ao Pantagruel (3):
[…] Empregado em demasia, é áspero, quase contundente, mas, na devida conta, empresta um arejado e um simpático sabor a campo a tudo em que colabora. Em peixes cozidos – no último instante, à saída do lume – põe o toque mágico exacto. Em marinadas e vinha-d’alhos, sobe muitos pontos por conta própria. No molho de tomate, se não houver manjericão, é imprescindível. Em certas mocelas, consegue prodígios. Uma leve pitada em mariscos ou em cabrito para assar revela supressas escondidas. […]
(1)    Guia Prático das Plantas aromáticas – Lesley Bremness – Circulo dos Leitores -1993  
(2)  Natureza Gastronomia e Lazer – Plantas silvestres alimentares e ervas aromáticas condimentares - Maria Manuel Varagão (coord.) – Edições colibri.
(3) O Livro do Pantagruel – Bertha Rosa  Limpo, Jorge Brum Canto, Maria Manuela Limpo Caetano, 56ª edição,

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Hortelã da ribeira



A hortelã da ribeira, Mentha cervina (L.) Opiz, é uma erva que sempre existiu lá em casa, tempero habitual nos pratos de peixe e caldeiradas, pode confundir-se com o poejo, Mentha pulegium  L.,  tem um aroma parecido, mas após cozinhado o sabor é diferente. Difere também do poejo nas folhas, e em nada se assemelha a qualquer outra hortelã, as folhas são mais miúdas e estreitas.

Normalmente no inverno seca  e não deixa marca na terra, mas volta a rebentar no Primavera, quando o tempo aquece, convém marcar onde foi plantada.
O chá é, indicado para a tosse, bronquite e afins, fresco ou seco, é amargo, mas com uma colher de mel fica bom.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Ácido Rosmanínico


Tomilho Thymus vulgaris, L.
Neste espaço, a minha intenção quando falo das propriedades das plantas não é indicar receitas nem defender esta via como a “solução” para algum problema, acoselho sempre a oubvir segunda opinião.
A minha intenção é constatar que muito do que tem sido a tradição na utilização das plantas (etnobotânica), tem vindo a ser confirmado pela análise laboratorial, muitas vezes sem conclusões científicas para o ser humano, mas verificado em testes de laboratório em animais.
Salvia sp.
O tempo normal de transição entre o início de um estudo de um determinado composto natural e a sua prescrição em termos de medicamento é no mínimo de 10 anos.
Assim vou constatando o que por aí se estuda
O Ácido Rosmanínico é um composto comum a muitas plantas aromáticas, o alecrim, sálvia, orégão, manjericão, tomilho, hortelã, erva cidreira e erva férrea, já agora.
Foi isolado pela primeira vez por dois químicos italianos ML Scarpatti e G. Oriente e,m 1958.
Este composto é referido como tendo muito baixa toxicidade, é facilmente removido pelo sangue, e é um óptimo antioxidante o que torna um bom complemento na alimentação, incluído como chá ou como tempero através das plantas.
Em termos curativos existem muitas hipóteses, esperamos estar aqui para ver … 
 Oregão Origanum vulgare, L.
Num artigo de 2003, já tinha sido identificado numa série de plantas.
No entretanto vou continuar a temperar e a fazer chá com estas e outras espécies cada vez com mais gosto.