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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Modo de citação



[…] No começo do século XX, com a identificação dos agentes responsáveis pela acção terapêutica – ao princípios activos: alcalóides, glicosídeos, óleos essenciais, entre outros – foi possível determinar os fitofármacos, abrindo caminho para a identificação das estruturas químicas dos agentes activos, dirigidas à produção de medicamentos sintético, passando a indústria farmacêutica a não mais necessitar das plantas para tal produção. A natureza do ser humano começa a perder a sua dimensão ecológica e a doença passa a ser entendida como um mau funcionamento da engrenagem biológica […]

In As Plantas Medicinais e o Sagrado
Maria TheresaL. A. Camargo
Ícone Editora,2014

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Leituras



(no prefácio)
1º edição 2014
Distribuído em Portugal Pela Europa - América


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O gigante adormecido da medicina tradicional mediterrânea




É o título de um artigo publicado na Herbalgram do Amerian Botanical Council  em 1/2/2015, 36,N.º105.
Um outro título dum artigo com um autor comum (G Appendino, Dipartimento di Scienze del Farmaco, Novara, Italy)  diz:
Helychrysum italicum, de volta à medicina através dos “vapores” (tinsel) do luxo, publicado na Planta Medica N.º 16, Dezembro 2015

Estamos a falar da Perpétua-das-areias ou Erva caril
A fotografia é de Novembro, as flores embora mantendo o amarelo, já estavam praticamente secas.


As referências são antigas, Plinio, o Velho, na sua História Natural (Caii Plinii Secundi Historiae Naturalis Libri XXXVII) diz:
As roupas consagradas devem ser salvaguardadas com este aroma 
(tradução ligeira de Vestes tuetur odore non inelegante). 
 Dioscorides (Materia medica 4.57,),relata também os efeitos benéficos desta planta.
Ambos os livros do sec I DC.
Actualmente as marcas de perfumes internacionais, dão razão a Plínio , e assim o Homme da Van Cleef &Arpels,  o Magie Noire da Lancôme e Femme da Rochas (passe a publicidade) utilizam a essência da perpétua das areias para confeccionar estes perfumes.
Em termos de investigação, constroem-se modelos para conseguir definir a complexidade das moléculas que podem ser obtidas a partir destas plantas, o estudo começou em Itália com o Professor Leonardo Santini (1904—1983) e continuam com interesse actual que as novas técnicas de análise permitem aprofundar.
Em termos etnobotânicos (o uso de plantas através de tradição ao longo dos tempos) ele é aplicado em problemas respiratórios e digestivos.
A quantidade a utilizar é pequena quando se faz um chá.
Do nome erva-caril, utilizo-a para fazer arroz, só temperado com esta erva, para quatro pessoas, quatro folhas são suficientes para dar um aroma próximo ao do caril, mas muito mais leve.

Voltarei a esta planta.


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Ácido Rosmanínico


Tomilho Thymus vulgaris, L.
Neste espaço, a minha intenção quando falo das propriedades das plantas não é indicar receitas nem defender esta via como a “solução” para algum problema, acoselho sempre a oubvir segunda opinião.
A minha intenção é constatar que muito do que tem sido a tradição na utilização das plantas (etnobotânica), tem vindo a ser confirmado pela análise laboratorial, muitas vezes sem conclusões científicas para o ser humano, mas verificado em testes de laboratório em animais.
Salvia sp.
O tempo normal de transição entre o início de um estudo de um determinado composto natural e a sua prescrição em termos de medicamento é no mínimo de 10 anos.
Assim vou constatando o que por aí se estuda
O Ácido Rosmanínico é um composto comum a muitas plantas aromáticas, o alecrim, sálvia, orégão, manjericão, tomilho, hortelã, erva cidreira e erva férrea, já agora.
Foi isolado pela primeira vez por dois químicos italianos ML Scarpatti e G. Oriente e,m 1958.
Este composto é referido como tendo muito baixa toxicidade, é facilmente removido pelo sangue, e é um óptimo antioxidante o que torna um bom complemento na alimentação, incluído como chá ou como tempero através das plantas.
Em termos curativos existem muitas hipóteses, esperamos estar aqui para ver … 
 Oregão Origanum vulgare, L.
Num artigo de 2003, já tinha sido identificado numa série de plantas.
No entretanto vou continuar a temperar e a fazer chá com estas e outras espécies cada vez com mais gosto.